Com escalação de Ciro, PSB reivindica mais espaço no governo

Partido garante que se demanda não for atendida prefere ficar fora do governo, mas continuaria na base de apoio a Dilma

Andréia Sadi, iG Brasília |

Após reunião que durou horas ontem, em Brasília, o PSB apresentou uma proposta reformulada ao futuro ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, sobre sua participação no governo de Dilma Rousseff . No cenário que traz o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) em uma das duas vagas da cota do partido na Esplanada, dirigentes do PSB avaliaram que a de falta espaço na ministério pode gerar mais insatisfações entre a bancada federal. Com isso, a sigla passou a investir na tese de que o ideal seria que a presidenta eleita cedesse mais uma vaga na Esplanada para um dos nomes da bancada, como Márcio França ou Beto Albuquerque.

No acordo atual, o PSB já tem direito à  Integração Nacional - que, mesmo relutante, ficaria com Ciro - e Portos, turbinada com Aeroportos - a ser ocupada por Fernando Bezerra, secretário do presidente do PSB, Eduardo Campos, em Pernambuco. Para a bancada, o pedido teria proposto uma nova pasta, a ser definida.

Caso não seja atendido, o PSB garante que prefere ficar fora do governo, mas continuaria na base de apoio a Dilma Rousseff. Segundo fontes, a presidenta eleita ainda não respondeu a proposta.

Na negociação inicial, PSB não incluiu o nome de Ciro como ministeriável. Na semana passada, no entanto, o nome do deputado, que já foi ministro de Luiz Inácio Lula da Silva , voltou a circular na bolsa de apostas do partido. O PSB prometeu uma resposta ao convite de Dilma sobre a indicação para a pasta da Integração Nacional e a Secretaria dos Portos até ontem, mas adiou a definição após a reunião. A participação de Ciro também pode garantir ao partido mais uma vaga no governo, embora esta possa ser do segundo escalão.

Ciro tem a preferência da equipe de transição por ter descartado candidatura própria à Presidência neste ano e declarado apoio a Dilma Rousseff. Depois do primeiro turno, ele foi convidado a fazer parte do núcleo da campanha. Já o PSB ganhou peso na composição do governo Dilma por ter seis governadores eleitos neste ano.

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