Com críticas a Dilma, Serra intensifica agenda em São Paulo

Em evento do PPS na capital paulista, ex-governador diz que governo de Dilma Rousseff ainda não começou de fato

Nara Alves, iG São Paulo |

Embora negue a intenção de se candidatar a prefeito de São Paulo em 2012, o ex-governador José Serra (PSDB) tem intensificado sua agenda pública na capital paulista nas últimas semanas. Nesta quinta-feira, Serra fez uma palestra durante 1º Encontro Nacional do PPS Sindical, no bairro do Ipiranga, e aproveitou para voltar a criticar o governo petista de Dilma Rousseff .

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AE
Aparições públicas alimentam especulação sobre possível candidatura em 2012
"O governo da presidente Dilma Rousseff não começou, tomou posse, mas não começou", ressaltou. "Eu espero, de fato, que comece no dia 1º de janeiro de 2012, porque é o que o Brasil está querendo", disse. Para ele, o governo Dilma teve como marca, em 2011, a saída de ministros e o anúncio de medidas, mas com poucas resoluções.

No evento do PPS, Serra citou uma frases do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. "Se não se sabe para onde vai, qualquer caminho serve", lembrou o ex-governador paulista, ressaltando que este é o atual drama do governo Dilma. Ele ainda afirmou que a atual administração é "pré-euclidiana", fazendo referência ao Teorema de Euclides, segundo o qual a menor distância entre dois pontos é uma linha reta. "No governo federal, a menor distância entre dois pontos não é uma linha reta, pode ser uma curva ou um espiral", ironizou.

O mesmo tom de críticas ao governo federal foi usado por Serra em um artigo publicado na edição de
hoje do jornal O Estado de S.Paulo . No texto O mal essencial , ele afirma que a atual gestão petista não tem uma marca. "O governo Dilma vai encerrando seu primeiro ano, seus primeiros 25%, sem estabelecer uma marca. Uma solenidade aqui, um programa prometido ali, um factóide acolá, mas nada de substancial, a não ser a tal faxina, metáfora que, bem pensado, é incômoda, porque remete, necessariamente, à sujeira".

Eleições 2012

Nos meses que sucederam a eleição, Serra vinha evitando aparições públicas e avisos à imprensa sobre seus compromissos. A intensificação da agenda na capital tem ajudado a reforçar a tese de que ele poderá ser candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012. Pré-candidatos de outras siglas, como o ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), e o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB), também trabalham com a hipótese de Serra ser o candidato tucano na disputa municipal.


Até mesmo lideranças ligadas ao governador Geraldo Alckmin , que tem defendido prévias, consideram que Serra será o candidato na capital paulista.

O PSDB tem realizado debates entre quatro pré-candidatos - os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura), José Aníbal (Energia) e Bruno Covas (Meio Ambiente), e o deputado Ricardo Trípoli.

Por outro lado, as críticas de Serra dirigidas à gestão federal, evitando polarizar com pré-candidatos de outros partidos em São Paulo, levam alguns tucanos a declarar que os planos do ex-governador continuam voltados para a candidatura a presidente em 2014. Para isso, Serra teria de driblar o senador mineiro Aécio Neves , que já se colocou na disputa pela sucessão de Dilma.

*Com informações da Agência Estado 

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