Collor alerta Dilma sobre necessidade de diálogo com o Congresso

O ex-presidente da República lembrou do impeachment que sofreu; governo justificou que a troca de líderes é início de rodízio

Agência Brasil |

O ex-presidente da República, senador Fernando Collor (PTB-AL), alertou nesta terça-feira (14) para a necessidade de a presidenta Dilma Rousseff dialogar com o Congresso Nacional. Lembrando o episódio do impeachment que sofreu, Collor disse que é muito importante que a presidenta ouça a Câmara dos Deputados e o Senado.

“O diálogo precisa ser reaberto. É fundamental que o Planalto ouça esta Casa e ouça a Casa ao lado. E eu falo como ex-presidente que desconheceu a importância do Senado e da Câmara. O desconhecimento resultou no meu impeachment”, disse Collor em aparte ao discurso de despedida da liderança do governo, feito pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Saiba mais: Novos líderes precipitam disputa por comando de Câmara e Senado

O ex-presidente disse ainda temer que as mudanças na articulação política da presidenta Dilma, que esta semana trocou os líderes do governo na Câmara e no Senado, resultem em mais problemas na relação com o Congresso Nacional. “Espero que a presidente Dilma esteja agindo com acerto. Eu torço para que o trem não descarrilhe”, disse Collor.

Ele disse que não vê as mudanças com tranquilidade e que matérias “importantíssimas” serão votadas este ano. “É um momento delicado. A base do governo está sentindo um certo gosto de azedume”, avaliou. A má relação que Collor tinha com o Congresso quando foi presidente é um dos motivos aos quais atribuiu-se seu impeachment.

Jucá, que foi líder do governo desde o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, concordou com Collor sobre a necessidade de ampliação do diálogo do governo com os parlamentares. Apesar disso, ele disse que sai sem mágoas do cargo de líder e irá colaborar para que a base aliada continue unida.

O governo justificou que a troca de líderes na Câmara e no Senado é o início de um rodízio que será feito nas duas casas. Na semana passada, a presidenta sofreu sua maior derrota no Congresso quando Bernardo Figueiredo, indicado por ela, teve o nome rejeitado para ser diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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