Além de acomodar Serra no partido de forma que ele não fique no comando, sigla tem como desafio estancar crise nos Estados

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AE
Crise tucana teve início em São Paulo, quando o então governador José Serra não apoiou a candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura de SP
O ex-governador José Serra até se insinuou, mas a três semanas da convenção nacional do PSDB nenhum tucano se apresentou para disputar a presidência do partido com o deputado federal Sérgio Guerra (PE), que caminha para reeleição em chapa única no dia 28 de maio. Nem assim o tucanato vai se livrar de velhas disputas internas nem colocará um ponto final em problemas e litígios que se espalham por vários Estados, como São Paulo, Paraná e Paraíba.

Além da briga permanente entre Minas Gerais e São Paulo pela vaga de candidato do partido à Presidência da República, em que se confrontam Serra e o senador mineiro Aécio Neves , há a disputa de poder entre o próprio Serra e o governador tucano Geraldo Alckmin . E isso vai se arrastar independentemente do talento de Guerra para negociar a partilha de poder na nova direção.

O desafio maior do tucanato hoje é acomodar Serra na estrutura partidária, sem colocá-lo em posição de comando que reforce um projeto presidencial nem tampouco deixá-lo sem poder a ponto de produzir outra crise, sugerindo a aposentadoria do líder que saiu da eleição presidencial de 2010 com um capital de quase 44 milhões de votos. Mas, ainda que a tarefa seja cumprida, restarão os litígios nos Estados, agora agravados pelo clima de insegurança que o novo PSD semeou Brasil afora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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