CGU conclui relatório sobre Erenice Guerra e envia à PF

Conclusões servirão de subsídios para investigação de natureza criminal e ética contra a ex-ministra

iG São Paulo |

Em relatório final sobre a investigação do caso da ex-ministra Erenice Guerra, a Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que a ex-ministra da Casa Civil cometeu irregularidades graves quando esteve à frente da pasta, no ano passado. O parecer foi enviado à Polícia Federal, ao Ministério Público e à Comissão de Ética Pública da Presidência da República e servirá como subsídio às investigações de natureza criminal e ética contra a ex-ministra. O foco das apurações da CGU foram as irregularidades administrativas e financeiras.

Agência Estado
A ex-ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, é investigada por tráfico de influência e por beneficiar parentes em contratações
Erenice é acusada de tráfico de influência e de beneficiar parentes em contratações de serviços aéreos para os Correios, estudos para projetos de mobilidade urbana e outorgas de concessão de serviço móvel especializado. Em suas análises, a CGU apontou irregularidades em contratos firmados com Correios e a empresa de transportes MTA. A MTA está no centro do episódio que envolve um dos filhos de Erenice, Israel, em tráfico de influência e cobrança de propina para ajudar a empresa dentro do governo.

Outra irregularidade considerada grave de Erenice foi constatada na outorga do Serviço Móvel Especializado (SME), na subfaixa de 411 MHZ, concedida à empresa Unicel pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Unicel tinha como funcionário o marido da ex-ministra, José Roberto Camargo. As apurações feitas pela controladoria concluíram que Erenice atuou para beneficiar a Unicel. No relatório a CGU recomendou a imediata anulação da outorga, além da apuração de responsabilidades pela decisão de dispensar a licitação.

No caso do acordo firmado entre o Ministério das Cidades (MCid) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB) para a elaboração de estudos de planos diretores integrados de mobilidade urbana, a CGU também constatou graves irregularidades. Entre elas, o pagamento de R$ 2,1 milhões por um produto que não atendeu à demanda previamente estabelecida pelo ministério.

No caso da Anac, o órgão não encontrou problemas. Quanto às denúncias envolvendo contrato de concessão firmado entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e empresa Master Top Linhas Aéreas (MTA), a apuração feita pela CGU concluiu que a concessão se deu de forma regular e similar à de outros autos da mesma natureza e circunstância.

(Com Agência Brasil)

    Leia tudo sobre: erenice guerraCGUrelatório

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG