'Centrão' busca novo nome para presidir Câmara de SP

Em desvantagem, grupo que faz oposição ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) estuda um novo candidato ao lugar de Milton Leite (DEM)

Agência Estado |

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Após perder o apoio da bancada do PMDB a dois dias da eleição para a presidência da Câmara Municipal de São Paulo, o grupo pluripartidário que comanda a Casa desde 2005, autodenominado "centrão", estuda novo candidato no lugar do vereador Milton Leite (DEM). A eleição ocorre amanhã às 9 horas e opõe o bloco liderado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), que tem como candidato o vereador José Police Neto (PSDB), ao "centrão", comandado pelo atual presidente Antonio Carlos Rodrigues (PR) com apoio do PT.

O início da semana decisiva para os rumos da sucessão municipal de 2012 e o comando do Legislativo mais caro e influente do País pôs o "centrão" em desvantagem. Dois ícones do grupo de Rodrigues, os peemedebistas Antonio Goulart e Jooji Hato, mudaram para o lado governista. Na soma dos votos, Police Neto tem agora apoio de 30 dos 55 vereadores.

As saídas abalaram o bloco de Rodrigues, que passou a estudar à tarde um nome do PT para a sucessão. Dessa forma, conseguiria angariar de volta os votos dos dois vereadores do PCdoB que também mudaram para o lado de Kassab, Netinho de Paula e Jamil Murad, que seriam orientados pelo partido a votar no PT - petistas e comunistas mantêm acordo de aliança nacional e estadual desde 2002.

O nome apresentado pelo PT como opção ao PCdoB foi o do vereador Chico Macena. Mas não houve acordo com os comunistas, que rejeitaram qualquer composição com a candidatura do "centrão", após reunião com o presidente do diretório municipal do PT, vereador Antonio Donato. "A chance de o Chico ser candidato era para atrair o PCdoB de volta. Mas não houve acordo", anunciou o líder do PT e aliado do "centrão", José Américo.

Antes, pela manhã, uma possibilidade também avaliada pelos comandados de Rodrigues foi convidar Netinho de Paula a abandonar o grupo de Police Neto para sair candidato à presidência pelo "centrão". Não houve acordo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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