Centrais sindicais insistem em aumento do mínimo para R$ 580

Retomada das negociações acontece amanhã em reunião marcada com o ministro Gilberto Carvalho; Governo quer manter R$ 545

Agência Brasil |

As centrais sindicais se reúnem novamente, na próxima sexta-feira (3), no escritório da Presidência da República em São Paulo, com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para retomar as negociações sobre o aumento do salário mínimo. As centrais pedem aumento para R$ 580 e o governo quer manter o valor de R$ 545. Desta vez, a reunião contará com a presença também dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Carlos Lupi (Trabalho e Emprego).

Além do aumento do mínimo, as centrais pedem a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 6,47%, que foi a taxa de inflação de 2010 medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O INPC, que não é o índice oficial de inflação, mede a variação de preços para as famílias de baixa renda, que ganham entre um e seis salários mínimos.

As centrais sindicais também pedem para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo aumento equivalente a 80% do índice de reajuste do mínimo.

“As centrais que vão participar da reunião certamente buscarão um entendimento para haver um aumento real do salário mínimo. E que seja enviado ao Congresso Nacional a proposta de tornar lei a medida provisória [ que define as regras permanentes ] de reajuste do salário mínimo pela inflação do período mais [ a variação do ] PIB [ Produto Interno Bruto ] de dois anos antes”, disse à Agência Brasil o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves.

“O que a presidenta [ Dilma Rousseff ] coloca é que o PIB de 2009 foi negativo, mas, na realidade, nenhuma categoria teve prejuízo com isso. A maioria conseguiu aumento real mesmo com o PIB negativo”, disse ele para justificar a opção das centrais de não apoiar a regra de reajuste do salário mínimo este ano.

Sobre a correção da tabela do imposto de renda, Gonçalves reafirmou que essa é a questão que recebe a maior pressão da sociedade. “Se houve inflação, tem que haver correção da tabela. [ Sem a correção ] Quem teve aumento de salário acaba sendo prejudicado no imposto de renda”, observou.

Discussão sobre o mínimo

A discussão pela manutenção do valor do salário mínimo se arrasta desde o ano passado, quando foi abordada durante a campanha eleitoral. Depois de eleita, Dilma concordou em continuar com a política de valorização adotada pelo governo anterior. A reinvidicação das centrais sindicais, por sua vez, é que fosse mantida a política de valorização do salário mínimo, como foi feito durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva . As centrais pedem um valor que chegue a R$ 580.

Em sua última manifestação sobre o assunto, a presidenta Dilma Rousseff endureceu o discurso sobre as negociações com as centrais. De acordo com ela, será mantido o acordo feito durante o governo Lula, em que o reajuste do salário mínimo se dá pelo crescimento da economia de dois anos anteriores e pela inflação do ano corrente.

Com informações do iG São Paulo

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