Centrais protestam no Congresso por mínimo de R$ 560

Lideranças sindicais fazem manifestação no Congresso por salário acima do proposto pelo governo

iG São Paulo |

Dezenas de sindicalistas da Força Sindical, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) iniciaram na tarde desta terça-feira (15) uma manifestação na Câmara dos Deputados para tentar pressionar parlamentares ligados às entidades pela aprovação do salário mínimo para além dos R$ 545 propostos pelo governo. A expectativa das centrais sindicais é reunir até quarta-feira (16), dia da votação, cerca de 500 sindicalistas na Casa.

AE
Manifestantes das centrais sindicais pedem um valor maior para o salário mínimo em Brasília
Com faixas cobrando um reajuste maior, os sindicalistas reivindicam que o mínimo aumente para R$ 580. Esta proposta já foi abandonada pelo presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), que tenta agora viabilizar o mínimo de R$ 560,00. "Getúlio, Jango e Lula aumentaram o salário mínimo, e a Dilma?", questiona uma das faixas dos manifestantes.

Manifestação

As lideranças das centrais haviam programado o protesto para pressionar os parlamentares ligados às entidades pela aprovação de um salário mínimo de R$ 560. O presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, chegou a dizer que falaria "com Deus e o diabo pelo mínimo de R$ 560" . Em reunião da coordenação, no entanto, a presidenta Dilma Rousseff descartou mínimo de R$ 560 .

Para o deputado Roberto Santiago, vice-presidente da  UGT, a diferença de R$ 15 das propostas seria “descontada do reajuste de 2012 que deverá ser em torno de 14%”.

As centrais sindicais chegaram a convocar o Movimento dos Sem-Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) para participar do ato em Brasília.

Além do mínimo, as centrais pressionam o governo pela correção da tabela do imposto de renda. A decisão sobre o reajuste depende do Executivo. "Vamos insistir na reposição integral da inflação na tabela do Imposto de Renda”, diz Santiago. A tabela do imposto de renda tem sido usada como moeda de troca pelo governo para a aprovação do mínimo e já existe a possibilidade de o governo fazer a correção em 4,5%, embora os sindicatos peçam correção de 6,46%.

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