Casa de delator do escândalo do DF é leiloada por R$ 3,5 milhões

Imóvel de Durval Barbosa, construído com dinheiro desviado dos cofres públicos, seria usado para eventos sociais

Severino Motta, iG Brasília |

A empreiteira Dharma, com sede em Minas Gerais, arrematou nesta tarde uma das mansões do delator do esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM, Durval Barbosa. O diretor-procurador da empresa, Carlos Evandro de Oliveira, pagou R$ 3,5 milhões pelo imóvel, situado em área nobre de Brasília e avaliado pela Justiça em R$ 4,3 milhões.

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O leilão do imóvel aconteceu pela primeira vez há 10 dias. Na ocasião, nenhum lance foi feito. Nesta tarde, com preço mínimo de 60% do avaliado (R$ 2,5 milhões), os lances foram feitos e a casa foi arrematada.

O dinheiro do leilão será revertido para os cofre os públicos. A ação visa recuperar uma pequena parte dos R$ 2,7 bilhões que, segundo o Ministério Público, foram desviados pela quadrilha chefiada pelo então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

A casa vendida está localizada no Lago Sul de Brasília e fica ao lado de outra mansão de Durval, onde ele residia com a ex-mulher e filhos. A construção do imóvel leiloado, que nunca foi habitado, teve início em 2008. A intenção do delator era usar o ambiente para a realização de coquetéis e eventos sociais.

Com a Operação Caixa de Pandora, Durval, que está colaborando com as investigações, revelou à Polícia e ao Ministério Público que também era proprietário da casa vizinha à sua. Disse também que a mesma foi construída com recursos públicos desviados no esquema do qual era operador. Devido a essa colaboração o imóvel pode ser leiloado sem maiores entraves judiciais.

A mansão leiloada conta com área construída de 862 metros quadrados. Tem dois pavimentos, piscina e churrasqueira. Além de cozinha planejada, lavanderia e ar-condicionado em todos os cômodos.

Comprador

De acordo com o diretor-procurador da Dharma, Carlos Evandro de Oliveira, a mansão deve ser usada para abrigar a assessoria jurídica do grupo em Brasília. Apesar disso, ele comentou que pode vender o imóvel caso alguma boa oferta seja feita.

Ele também negou qualquer receio de adquirir um imóvel que pertenceu ao operador do mensalão do DEM. “O que importa é que hoje o imóvel está todo regularizado”, disse ele logo após arrematar a casa.

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