Carvalho: Emenda 29 sem recursos não é suficiente

Apesar da posição do governo, PT quer votar a proposta mesmo sem fonte de financiamento

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Agência Brasil
Gilberto Carvalho criticou 'panaceia' na apreciação da emenda
O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que participou há pouco de reunião com a bancada do PT na Câmara, reafirmou a posição do governo de que não adianta aprovar a emenda 29, que disciplina os gastos com a saúde, sem a definição de uma nova fonte de recursos.

"O governo tem alertado o Congresso que a aprovação da emenda como se fosse uma panaceia, não é suficiente", disse Carvalho. Ele informou que o governo discute possíveis fontes de financiamento, mas, assim como sua colega Ideli Salvatti, ministra de Relações Institucionais, descartou a legalização dos jogos de azar como uma alternativa.

Apesar da posição do governo, a bancada do principal aliado na Câmara, o PT, decidiu que votará a emenda 29 sem a definição de nova fonte de recursos, por considerar que a emenda por si já é importante, ao impedir o desvio de recursos.

Votação

O PT, entretanto, decidiu que votará a emenda, mesmo sem a definição de uma fonte de financiamento. Segundo o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), não há tempo para se construir uma alternativa para o financiamento até a data da votação da emenda.

"Vamos tratar como dois momentos. Os temas estão ligados, mas não haverá tempo para conseguir resolver o financiamento até o dia 28. Então vamos vencer a etapa da emenda e depois buscar a fonte de financiamento", disse Teixeira. Para ele, a emenda por si só já é importante, porque disciplina os gastos e impede que outros entes federativos coloquem como despesas de saúde outras despesas.

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