Cármen Lúcia, primeira mulher a presidir TSE, assume cargo dia 18

Ministra do STF terá como desafio comandar as eleições de outubro

iG São Paulo |

Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), entrará para a história no próximo dia 18 como a primeira mulher a assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para um mandato de dois anos e chega ao posto máximo da Justiça Eleitoral já com o desafio de comandar as eleições de outubro, quando efetivamente a Lei da Ficha Limpa deve valer.

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Com Ficha Limpa, ministra Cármen Lúcia terá trabalho dobrado na presidência do TSE

Trabalho não vai faltar para essa mineira de Montes Claros. A regra, que barra das eleições candidatos condenados ou políticos que renunciaram para escapar da cassação, deve triplicar o volume de recursos no tribunal. Cármen entra no lugar de Ricardo Lewandowski, também do STF, e seu vice será Marco Aurélio Mello, também ministro da Corte.

Ao ser eleita, em 6 de março, a ministra agradeceu a confiança dos colegas e fez referência às mulheres em seu discurso.

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- Nós tínhamos uma população de 40 milhões de habitantes e tivemos, em 1934, quando a mulher votou pela primeira vez, 1,5 milhão de votos. Oitenta anos depois, somos quase 52% dos eleitores brasileiros, a despeito de os cargos de representação serem muito poucos exercidos por mulheres.

Biografia

Nascida no dia 19 de abril em Montes Claros, Minas Gerais, Cármen Lúcia Antunes Rocha é a terceira filha entre seis irmãos. Desde cedo, dedicou-se à carreira jurídica. Formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), é mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutora em Direito de Estado pela Universidade de São Paulo.

Atuou como advogada, foi procuradora de Minas e professora da PUC-MG por mais de 20 anos, onde também coordenou o Núcleo de Direito Constitucional.

Foi no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em junho de 2006, que ela chegou ao Supremo Tribunal Federal, sendo a segunda mulher a alcançar o posto, assumindo a vaga deixada pelo ministro Nelson Jobim.

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