Carlos Lupi afirma estar 'pronto para a luta'

Segundo ministro, PDT planeja realizar 'debate' amanhã sobre a crise e garantiu apoio da sigla ao governo

Reuters |

AE
Partido do ministro pretende discutir crise amanhã
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, alvo de denúncias de irregularidades, disse nesta segunda-feira estar "pronto para a luta", um dia antes de seu partido, o PDT, realizar um encontro em que seu futuro à frente da pasta deve ser o principal tema .

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"O que vai haver na reunião é um debate. Não temo perder o ministério. O PDT apoia o governo Dilma com ou sem ministérios", disse Lupi a jornalistas, após evento na sede do Ministério do Trabalho, no Rio de Janeiro "Estou pronto para a luta", acrescentou.

Segundo denúncias publicadas na imprensa, Lupi teria voado em 2009 em uma aeronave providenciada pelo empresário e dirigente de organizações não-governamentais Adair Meira. Meses após o voo, uma ONG da qual Meira é dirigente firmou convênios com o Ministério do Trabalho.

Antes dessa denúncia, o ministro já vinha tendo de responder sobre uma reportagem da revista Veja que apontava a existência de um esquema de arrecadação de propinas junto a ONGs que têm convênios com a pasta. Os recursos obtidos seriam usados para abastecer o caixa do PDT, partido de cuja presidência Lupi está temporariamente afastado.

O ministro garantiu que está preparado para responder a todos os questionamentos do partido na reunião de terça-feira. Lideranças pedetistas, entre elas o presidente em exercício, deputado André Figueiredo (CE), tem afirmado que a sigla não tomará medidas de apoio ao ministro, num sinal de que Lupi tem perdido apoio do próprio partido para permanecer no posto.

Embora o Palácio do Planalto considere a posição de Lupi fragilizada após a perda de apoio dentro do PDT, a presidenta Dilma Rousseff decidiu manter Lupi no posto, ao menos por enquanto.

A saída de Lupi agora diminuiria ainda mais a margem de manobra da presidente para a reforma ministerial que deve acontecer no início do ano que vem, quando Dilma pode optar, por exemplo, por tirar o Ministério do Trabalho do controle do PDT.

Desde junho, cinco ministros do governo Dilma deixaram o cargo em meio a denúncias de irregularidades - Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esporte).

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