Cabral: Decisão do Senado sobre royalties compromete Copa e Olimpíadas

Projeto aprovado diminui parcelas dos royalties do petróleo pagas aos estados produtores

iG Rio de Janeiro |

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral , disse nesta quinta-feira (20) que a aprovação do Senado ao projeto que diminui as parcelas dos royalties do petróleo pagas aos estados produtores pode comprometer a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

Leia também: Senado aprova mudança na distribuição dos royalties do petróleo

Shana Reis
Sérgio Cabral visitou uma estação de tratamento de água em São Gonçalo nesta quinta-feira (20)

“Não só a Copa e as Olimpíadas ficam comprometidas (com a falta de dinheiro), como ficam também os pagamentos aos aposentados e pensionistas. Ainda fica comprometido o meu pagamento (das dívidas do Estado do Rio) à União”, afirmou Cabral, em entrevista à rádio CBN. “Das 92 cidades do estado, 87 recebem os royalties”, completou.

O Senado aprovou ontem à noite um novo modelo de distribuição das receitas do petróleo. O sistema garante, já no próximo ano, um bolo de R$ 8 bilhões que poderá ser dividido entre estados e municípios que atualmente recebem quase nada dos recursos pagos pelas petroleiras que operam no País.

Por pressão do Ministério da Fazenda, as perdas da União foram amenizadas e o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, responsáveis por 98% da produção de petróleo do País, acabaram amargando uma perda bilionária.

“Aberração”

Ainda nesta quinta-feira, durante visita a uma estação de tratamento de água em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, o governador definiu como “aberração” a aprovação do Senado. Cabral também aconselhou a presidenta Dilma Rousseff a vetar o projeto.

“Basta ela se inspirar no presidente Lula", disse Cabral, em referência ao veto do antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva à emenda que, no ano passado, tentou retirar parte dos royalties dos produtores.

Cabral reafirmou que, caso a presidente não vete o projeto do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), o governo do Estado do Rio de Janeiro irá ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Tenho certeza de que a presidenta não vai sancionar isso. Ela é uma democrata", disse.

* com informações da Agência Estado

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