Brasil e Argentina têm hoje relação de confiança, diz Dilma

Presidenta diz que, no passado, países foram "colocados separadamente" por vários motivos

Andréia Sadi, enviada a Buenos Aires |

Antes de embarcar para o Brasil, a presidenta Dilma Rousseff relatou nesta segunda-feira suas impressões a respeito da sua estreia oficial no exterior. Após extensa agenda com a presidenta Cristina Kirchner, Dilma disse que a "determinação" da argentina em fazer uma aliança estratégica com o Brasil foi o que mais a impressionou.

"No passado, Brasil e Argentina, por vários motivos, foram colocados separadamente. Houve interesse de várias nações em nos separar. Nos últimos anos, com Lula e (Nestor) Kirchner e a Lula e Cristina, estabeleceu-se algo fundamental na relação entre pessoas e nações que é a confiança", afirmou Dilma a jornalistas, na base aérea.

Sobre o encontro com as Mães e Avós da Praça de Maio, na Casa Rosada, Dilma negou que o grupo tenha pedido abertura dos arquivos da ditadura militar. As mães e avós da Praça de Maio tornaram-se famosas por sua iniciativa na busca de filhos e netos desaparecidos durante a ditadura argentina.
"Elas fizeram uma manifestação de imenso carinho para mim e, de certa forma, identificando em mim o que elas perderam ao longo dos anos", contou Dilma, que militou e foi torturada durante a ditadura brasileira.

Na base aérea, Dilma recebeu, por meio de jornalistas, uma carta de uma argentina que teve o irmão morto pelo regime militar brasileiro. A presidenta guardou a carta. No texto, Lilian Ruggia pede que seja revogada a lei de anistia e a aberturas dos arquivos militares para que seja apurado o que houve com o seu irmão, Henrique. Henrique foi morto em julho de 1974, aos 18 anos, em Foz do Iguaçu.

Garabi

Dilma afirmou também que o acordo para construção em parceria das duas usinas hidrelétricas no rio Uruguai, no complexo de Garabi, deve começar "no mais tardar" entre 2013 e 2014.
Atualmente, a construção está na fase de estudos de impactos ambientais.

    Leia tudo sobre: Dilma RousseffCristina KirchnerBrasilArgentina

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG