Bolsonaro: próximo passo será legalização da pedofilia

Após polêmica entrevista ao programa CQC, deputado fluminense diz que STF "extrapolou" e fez um "julgamento político"

AE |

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"O próximo passo será a adoção de crianças por casais homossexuais e a legalização da pedofilia", disse ontem o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a união estável entre homossexuais. Para ele, o STF fez um "julgamento político".

Agência Estado
Bolsonaro (PP-RJ) voltou a fazer declarações polêmicas no velório de Alencar
"O Supremo extrapolou. Quem tem de decidir isso é o Legislativo, com a sanção do Executivo. Agiu por pressão da comunidade homossexual e do governo. Unidade familiar é homem e mulher."

Bolsonaro afirmou que proíbe o seu filho de 3 anos de brincar com crianças criadas por gays.

"Eu não quero que o meu filho menor vá brincar com o filho adotivo de dois homossexuais. Não deixo. Não quero que ele aprenda com o filho do vizinho que a mamãe usa barba, que isso é normal. Não vou deixá-lo nessas companhias porque o futuro do meu filho também será homossexual", disse o deputado. "Vão dizer que estou discriminando e estou, sim."

Indagado sobre o teor de suas declarações, Bolsonaro atacou o Projeto de Lei 122, que prevê a criminalização da homofobia, e sugeriu que, caso ele seja aprovado, será "mais fácil se livrar de um homicídio do que de uma discriminação homofóbica".

"Se ser homofóbico é defender as crianças nas escolas, defender a família e a palavra de Deus, pode continuar me chamando de homofóbico com muito prazer, pode me dar o diploma de homofóbico", declarou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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