Bernardo indica corte líquido de R$ 8 bi no orçamento de 2011

Início de obras do PAC 2 previstas para próximo ano poderão ser prorrogadas por conta do ajuste fiscal do governo Dilma

Danilo Fariello, iG Brasília |

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que até segunda-feira enviará ao Congresso um novo cálculo das receitas e despesas no Orçamento da União para 2011. Segundo ele, haverá um corte líquido de R$ 8 bilhões no orçamento, a partir da proposta enviada inicialmente pelo Executivo.

Até a segunda-feira, Bernardo afirmou que a secretaria de orçamento do ministério definirá onde poderão ser feitos os cortes, segundo uma avaliação política. "Não seremos acusados de exigir cortes sem indicar onde", afirma Bernardo, que deverá assumir o Ministério das Comunicações no governo de Dilma Rousseff.

Esses cortes têm base em cálculos refeitos pela Receita Federal e pelo Ministério da Fazenda, que apontaram arrecadação a menor de R$ 12 bilhões em 2011, do que o previsto na proposta feita apresentada em junho pelo Ministério do Planejamento.

O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), relator das receitas para 2011 na Comissão Mista de Orçamento, porém, já tinha elevado em seus cálculos a perspectiva de receita em mais de R$ 17 bilhões e pode fazer outra elevação nesse valor.

A decisão final do Congresso na definição do Orçamento deverá ser tomada na votação, prevista para 22 de dezembro.

PAC 2 entra no ajuste fiscal

A discussão sobre controle de gastos fiscais tem permeado a equipe de transição de Dilma Rousseff. Nos últimos dias, discussões sobre o impacto dos cortes previstos para o próximo ano criaram um ruído entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Hoje, na apresentação do balanço de 4 anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Lula afirmou, dirigindo-se a jornalistas, que "vocês escreveram errado (ao indicar cortes no PAC)". Durante entrevista coletiva, após a apresentação do balanço, porém, Mantega afirmou que projetos do PAC 2, que ainda não foram iniciados vão poder começar mais adiante. "Vamos alterar o ritmo previsto", disse.

A atual coordenadora do PAC e futura ministra do Planejamento no governo Dilma, Miriam Belchior , ratificou que a execução de parte das obras do PAC 2 em 2011 pode ser postergada. "Mas vamos preservar ao máximo os investimentos mais fundamentais para o país."

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