Bernardo: discussão de salário deve ficar para o próximo ano

Ministro do Planejamento defende que reajuste de salários do Judiciário e da Polícia Militar seja discutido no próximo governo

Piero Locatelli, iG São Paulo |

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu nesta quinta-feira que os reajustes de salários da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Judiciário sejam discutidos somente no ano que vem pelo governo e pelo Congresso. Ele disse não temer que aconteça uma greve no início do governo de Dilma Rousseff (PT) se não ocorrerem aumentos neste ano. “Aqui ninguém tem medo de greve. Nós surgimos na vida fazendo greve. Então, nós não temos problemas em dialogar e conversar com os trabalhadores”, disse Bernardo.

O ministro defendeu que as discussões continuem no começo de 2011. “O governo está acabando, falta menos de um mês e meio. A legislatura do Congresso também está acabando. Eu considero que seria mais prudente remeter isso para o início do ano que vem e fazer o debate no Congresso, no governo, de uma política salarial para os servidores da União”, disse ele se referindo ao reajuste dos servidores do Judiciário e do Ministério Público. Segundo ele, o reajuste teria um impacto de aproximadamente R$ 8 bilhões nos cofres públicos.

Ele também defende que a proposta de emenda constitucional que aumenta o salário dos policiais, a PEC 300, seja discutida pelo Congresso com calma. Segundo ele, a proposta teria um impacto de ao menos R$ 40 bilhões divididos entre a União e as Unidades da Federação.

“Acho inacreditável votar uma coisa que tenha esse impacto sem olhar os orçamentos, sem olhar se o Estado de São Paulo, do Paraná, do Rio Grande do Sul tem dinheiro, tem previsão para arcar com isso”, disse Bernardo.

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