Bancoop teria pedido votos para Lula, suspeita CPI

A Bancoop participou diretamente de campanhas eleitorais do PT e, por meio de seu antigo presidente, chegou a pedir votos em 2002

iG São Paulo |

A Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) participou diretamente de campanhas eleitorais do PT e, por meio de seu antigo presidente, Luís Malheiro, chegou a pedir votos para o então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva e para outros nomes do partido, entre eles Ricardo Berzoini, ex-presidente da sigla. A suspeita foi levantada por integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Bancoop, na Assembleia Legislativa de São Paulo. 

Cópia de uma carta que teria sido redigida por Malheiro em 2002 chegou às mãos de parlamentares do PSDB. Hoje, o documento será juntado aos autos da CPI, que investiga denúncias - de suposta lavagem de dinheiro, desvio de recursos dos cooperados e fraudes - contra a cooperativa. 

Na carta atribuída a Malheiro, ele pede "aos amigos cooperados que confiem seu voto ao Ricardo Berzoini para deputado federal". "Sua reeleição é muito importante para o cooperativismo e para os trabalhadores", diz o texto. "Sua influência levou ao programa de governo do Lula. O Brasil precisa de parlamentares como ele." 

A CPI vai apurar quem enviou e quem pagou as despesas com a postagem da carta. "É uma questão relevante saber se foi o Malheiro quem mandou a carta ou se foi a Bancoop quem mandou e pagou", disse o deputado Bruno Covas (PSDB), relator da comissão. Ele ressaltou "o conteúdo do texto que enfaticamente pede votos e cita Vaccari". 

Berzoini não respondeu ao telefonema do Estado. A Bancoop, por meio de sua assessoria, afirmou que "não tem conhecimento da carta". Alega que "nunca viu a carta e não tem conhecimento de nenhum pedido de votos ou de doação para campanhas de cunho eleitoral". Dirigentes da Bancoop estranham que a carta que chegou à CPI não tenha sido redigida em papel timbrado da cooperativa e dela não conste a assinatura de Luís Malheiro, apenas o seu nome datilografado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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