Aumento de 62% é proposta mais "forte", diz presidente da Câmara

Projeto que equipara salário de deputados e senadores ao de ministros do STF deve ser votado nesta quarta-feira

Severino Motta, iG Brasília |

Os deputados federais devem apreciar nesta quarta-feira a proposta de reajustar seu próprio salário. Os parlamentares tentam conseguir um aumento de 61,8%, o que elevaria seus rendimentos mensais dos atuais R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil. Apesar da polêmica que cerca o tema, o presidente em exercício da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), considera a proposta, do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), a mais "forte" no Congresso.

“A proposta do Marquezelli é a que tem mais força”, disse Maia. O reajuste dos parlamentares ocorreria na esteira de um aumento salarial previsto também para o cargo de presidente da República, que a partir do dia 1º de janeiro estará nas mãos de Dilma Rousseff . Pela proposta, o salário de presidente passaria dos atuais R$ 11,4 mil para R$ 26,7 mil, um aumento de cerca de 130%. Ministros de Estado seguiriam o mesmo caminho - hoje eles recebem R$ 10,7 mil.

A previsão de impacto com o aumento do salário dos deputados e senadores não foi informada pelo Congresso. Sabe-se, contudo, que a Câmara gasta cerca de R$ 220 milhões com a folha dos parlamentares.

Além do incremento, há de se analisar o efeito cascata que a medida vai gerar, uma vez que deputados Estaduais e vereadores recebem um salário proporcional ao de um deputado federal, variando de 20% a 95% dos proventos.

Temer

Durante as negociações para a aprovação do novo salário dos congressistas, uma dos fatores analisados foi a questão do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), eleito vice-presidente da República.

Com sua saída do comando da Casa nesta quarta-feira, ele evita, perante a opinião pública, a figura de condutor da votação da matéria. Quem fará esse papel é Marco Maia (PT-RS). A garantia dada por ele de colocar a matéria em votação e a maneira como ele vem negociando o tema foi um dos pontos que o ajudou a ser o escolhido pelo PT como candidato à presidência da Casa em 2011.

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