Assembleia de Minas não pune "voto fantasma"

Em novembro, foram computados votos de deputados que não estavam na casa. Direção alega que não tem como encontrar culpados

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Em uma reunião extraordinária na noite da segunda-feira (19), penúltimo dia de trabalhos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputados estaduais encerraram o processo de investigação de pianistas (nome dado a colegas que votam pelos outros) na casa. No final do mês de novembro, foi revelado que existiram três votos fantasmas a favor de projeto de interesse do governo Antonio Anastasia (PSDB).

Entenda o caso: Assembleia de Minas Gerais tem "votos fantasmas"

As votações foram anuladas e, uma semana depois, foi aberto um processo de investigação na Comissão de Ética da Casa. O presidente da assembleia, Dinis Pinheiro (PSDB), se negou a comentar o caso, sob argumento de que irá providenciar um equipamento mais seguro de votação. O novo sistema a ser implantado na casa é de biometria, ou seja, por impressão digital.

Divulgação
O painel da Assembleia de Minas Gerais: votação é feita por senha
Em relatório do deputado Adalclever Lopes (PMDB) foram advertidos os deputados que não estariam na assembleia, mas tiveram votos computados pelo painel eletrônico. Arlen Santiago (PTB) afirmou após o incidente que estava, sim. na casa legislativa, enquanto Juninho Araújo (PTB) e Antônio Lerin (PSB) negaram estar no plenário. Todos eles negaram em defesa formal à Comissão de Ética que repassaram suas senhas para outras pessoas votarem em seus lugares. O relatório será publicado no Diário Oficial e o processo sobre o assunto será arquivado sem identificar e punir os culpados.

O presidente da Comissão de Ética, Doutor Viana (DEM), dá o assunto como encerrado. Segundo ele havia dito, haveria 30 dias para investigação pela comissão, mas o relator adiantou seu parecer, respeitando a defesa dos envolvidos. Conforme Viana, não há como identificar os pianistas e, por isso, não haverá punição. “Só se tivéssemos comprovação da culpa de alguém poderíamos tomar uma medida mais severa. O presidente da Assembleia já avisou que vai modificar o sistema por um mais seguro”, finalizou.

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