Às vésperas de reforma ministerial, Dilma faz ‘chamada oral’

Dilma convoca ministros para reuniões com grupos separados. Primeiro será com pastas integrantes do “Brasil Sem Miséria”.

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Agência Brasil
Dilma vai reunir ministros nos próximos três dias. Quer saber os projetos para 2012
A presidenta Dilma Rousseff programou uma série de reuniões com grupos de ministros para amanhã, sexta-feira e sábado. Os encontros acontecem às vésperas da troca de cadeiras na Esplanada dos Ministérios. Apesar da sinalização de que não fará mudanças profundas na sua equipe, os ministros vão encarar uma espécie de chamada oral sobre seus projetos para 2012.

Já foi definido o primeiro grupo a se reunir. Serão os ministérios que fazem parte do programa “Brasil Sem Miséria”. Entre eles, as pastas do Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Agrário, Secretaria de Assuntos Estratégicos e da Educação. Os ministros estão sendo convocados pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Ainda não foram fechadas as agendas e os grupos de ministros que deverão se reunir na sexta-feira e no sábado. Mas já que um deles deve tratar de projetos ligados à área de infraestrutura, sobretudo os que estão relacionados a obras para a Copa do Mundo de 2014. É provável que haja também um reunião entre ministros da área econômica para discutir os impactos da crise mundial.

Dilma mandou a avisar  a todos que vai cobrar projetos para os próximos anos. Portanto, não quer ouvir apenas o que foi realizado. Para alguns ministros que veem os cargos ameaçados, o clima poderá ser de tensão, já que a presidenta tende a fazer cobranças objetivas e duras sobre propostas. Segundo um palaciano, não tolera expressões do tipo "eu acho". "Ela quer ouvir eu sei, eu proponho", conta.

A presidenta já sinalizou, inclusive por meio de assessores próximos, que não deverá fazer uma reforma ministerial profunda. As mudanças seriam em apenas quatro ou cinco pastas. A começar pela Educação, com a saída de Fernando Haddad para a entrada de Aloízio Mercadante, hoje no Ministério da Ciência e Tecnologia. Para o lugar dele, o nome mais forte é Marco Raupp, da Agência Espacial Brasileira.

Outras mudanças

Com um ministro interino há quase 50 dias, o Ministério do Trabalho também deverá ter um novo comandante. Substituto de Carlos Lupi (PDT) no início de dezembro, Paulo Roberto Pinto não irá permanecer. A tendência maior é que a pasta permanceça sob o comando de um pedetista. O nome mais forte é o do deputado Vieira da Cunha (RS).

Pasta com papel importante na realização de obras para a Copa do Mundo, o Ministério das Cidades também sofre ameaça de mudança, já que o atual ministro Mário Negromonte não convenceu Dilma e não cultivou um bom relacionamento com a bancada do seu partido, o PP. O problema é que a legenda não tem um nome de consenso para indicar e teme a volta de Márcio Fortes.

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