Após troca de farpas, Dilma reúne Luizianne, Cid e Pimentel no Ceará

Apesar do feito, vice-líder do governo afirmou que presidenta não atuará para acalmar ânimos entre aliados; Dilma não quis falar sobre eleições

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

AE
A presidenta Dilma Rousseff, o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins em Fortaleza
Em visita ao Ceará, a presidenta Dilma Rousseff conseguiu colocar no mesmo palanque o governador Cid Gomes (PSB), a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), e, ainda o senador José Pimentel (PT-CE). Recentemente, governador e senador trocaram farpas, o que foi interpretado por Cid como uma “declaração de guerra”, e a aliança entre os dois partidos foi colocada em xeque mais uma vez no Estado .

Dilma juntou os três no mesmo palanque no município de Maracanaú, ao anunciar R$ 2 bilhões em recursos públicos para a construção de uma nova linha para o Metrô de Fortaleza, ainda em construção. R$ 1 bilhão vira dos cofres da União, a outra metade será de contrapartida do Ceará.

Apesar do nome, além de interligar pontos distantes da capital, a obra também alcança a região metropolitana.

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A presidenta chegou à estação do novo metrô em Maracanaú por volta de 12h, com uma hora de atraso. Ela percorreu de trem um quilômetro até a estação Virgílio Távora, onde era aguardada por cerca de 500 pessoas em uma estrutura montada para a solenidade.

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Acompanhada de ministros e de praticamente toda bancada federal cearense, a presidenta fez elogios aos dois gestores, exaltando a parceria do governo federal com as duas esferas do executivo, mas não fez comentários sobre a aliança entre PT e PSB, que vive as rusgas no Ceará.

Em seu discurso de pouco mais de 15 minutos, preferiu restringir sua fala às razões públicas de sua viagem ao Ceará. “Uma parte das lideranças do Brasil considerou que ter metrô no Brasil era um luxo. E nós sabemos que não é assim. Quando essa estrutura estiver pronta, poucas cidades terão uma rede como esta aqui.”

Ao falar, com a imprensa em uma rápida coletiva após a solenidade, a presidenta se negou a responder sobre temas nacionais e também não quis tratar sobre as articulações para as eleições municipais. “Estou aqui para falar só do Ceará, do metrô”, avisou.

Havia uma expectativa de que a visita de Dilma levasse mais que recursos ao Ceará. Como a aliança entre o PT e o PSB vive um clima tenso no Estado, a presença da presidenta era esperada como uma força apaziguadora, sobretudo após o senador Pimentel dizer que, por falta de projetos, Cid estaria devolvendo repasses federais, provocando uma reação de Cid e acirrando ainda mais os ânimos entre as siglas.

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Abordado na saída da solenidade pelos jornalistas, o vice-líder do governo, deputado federal José Nobre Guimarães (PT-CE), afirmou à imprensa que Dilma não trataria sobre aliança. De acordo com ele, essa tarefa caberá ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Segundo Guimarães, Falcão deve ir ao Ceará após o dia 10 de fevereiro para reunir Cid e Luizianne. “Nós vamos trabalhar para manter a aliança. Esse tencionamento é natural e é próprio da eleição. A presidenta não se envolverá nisso”, afirmou.

Vaias

A prefeita Luizianne Lins não só participou da agenda de Dilma em Maracanaú ao lado de Cid, como também fez um breve discurso. Sua fala acabou abafada por vaias vindas do público que acompanhava a solenidade. Já o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR), figurou ao lado das autoridades, mas não pode usar o microfone.

Agenda

Dilma ainda passou por estação de tratamento de água, no município de Caucaia, e pelo projeto Vila do Mar, em Fortaleza, obra de revitalização da orla marítima.

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