Após silêncio na Guiné, Lula pede democracia no Quênia

Marcado por denúncias de corrupção, fraudes e turbulência entre as tribos, o Quênia viveu dias de extrema violência em 2007 e 2008

Agência Estado |

Depois de silenciar sobre a ditadura da Guiné Equatorial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez referências à política interna do Quênia - terceiro país que visita em seu giro pela África, marcado por denúncias de corrupção, fraudes e turbulências entre as tribos. Em discurso ao lado do presidente Mwai Kibaki, na entrada da sede do governo local, Lula citou o primeiro-ministro e opositor de Kibaki, Raila Odinga, que passou por uma cirurgia recentemente.

"Desejo uma rápida recuperação do primeiro-ministro Raila Odinga e peço a Deus que ele se recupere para continuar ajudando a consolidar o fortalecimento da democracia no Quênia", afirmou.

No fim de 2007 e início de 2008, o Quênia viveu dias de extrema violência. O presidente e então candidato à reeleição Mwai Kibaki, da etnia kikuyu, foi acusado de fraudar a eleição. As ruas de Nairóbi, capital do país, viraram praça de guerra, com centenas de feridos e pelo menos 350 mortes. Após um acordo costurado por personalidades internacionais, os líderes dos principais grupos étnicos criaram a figura do primeiro-ministro, cargo ocupado pelo candidato derrotado no pleito, Raila Odinga, da etnia luo. O Quênia continua sendo um país presidencialista. De 2008 para cá, Kibaki e Odinga mantém uma luta incessante pelo poder.

Lula aproveitou o discurso para defender maior intercâmbio comercial entre o Brasil e o Quênia. O volume negociado entre os dois países passou de R$ 4 milhões para R$ 91 milhões de 2003 para 2009. Os valores são considerados ínfimos pelo próprio Itamaraty.

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