Após reunião, pedetistas são liberados para votar contra governo

Encontro não contou com a presença do ministro Carlos Lupi, que pode ter cargo colocado em xeque

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O PDT liberou sua bancada da Câmara para votar hoje o aumento do salário mínimo no valor de R$ 560. A decisão contraria a recomendação da presidenta Dilma Rousseff de aprovar o valor de R$ 545 e põe em xeque o emprego do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que é presidente licenciado do PDT.

“Vamos liberar a bancada. O PDT aceitou participar do governo, mas sempre deixou claro que não votaria contra dogmas do partido”, disse Manoel Dias, presidente interino da sigla. Ele fez a declaração após reunião da bancada na manhã desta quarta-feira. Na Câmara, o PDT conta com 27 deputados do total das 513.

A sessão extraordinária para votação do salário mínimo está marcada para as 13h40. Apesar do PDT, o governo confia na vitória porque conta com o apoio com os demais partidos da base aliada e, principalmente, do PT e PMDB. As siglas são, respectivamente, a primeira e a segunda maiores bancadas da Câmara.

Além da maioria da bancada PDT, o DEM e dissidentes da base apoiam o valor de R$ 560. O PSDB apresentará emenda com o valor de R$ 600, mesmo número defendido pelo candidato tucano derrotado à Presidência da República José Serra . No entanto, os tucanos já anunciaram que vão votar a favor também da emenda do DEM.

Segundo o líder do partido, Giovanni Queiróz, a decisão de liberar a bancada não foi tomada por consenso. O grupo dividiu-se entre os que queriam apoiar o ministro Lupi e os que defendiam o valor de R$ 560, proposta do deputado Paulinho da Força (PDT-SP). 

    Leia tudo sobre: PDTCâmaraSalário Mínimo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG