Após renunciar a caso, advogado de Guerner volta para defesa

Mensalão do DF: Medeiros vai se colocar à disposição da Justiça para evitar que sua saída da causa seja interpretada como manobra

Severino Motta, iG Brasília |

AE
A promotora Deborah Guerner
O advogado Pedro Paulo de Medeiros vai se colocar à disposição da Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) nos processos que sua ex-cliente, a promotora Déborah Guerner, responde. Ela é acusada de participação no escândalo do Distrito Federal, que levou o ex-governador José Roberto Arruda à prisão.

Guerner responde a processo no CNMP nesta terça-feira e tem julgamento na Justiça na quinta-feira, quando o Tribunal Regional Federal (TRF) terá de decidir se aceita ou não as denúncias apresentadas pelo Ministério Público, dando conta de vazamento de informações privilegiadas para proteger Durval Barbosa, delator do chamado mensalão do DEM, e suposta extorsão ao ex-governador Arruda.

As duas denúncias também contam com a presença do ex-procurador-geral de Justiça de Brasília, Leonardo Bandarra.

De acordo com Medeiros, que deixou a defesa da promotora no início do mês, logo após libertá-la da prisão , não houve recontratação. Mas, para evitar que a Justiça Federal entenda que a demissão foi uma estratégia para atrasar o julgamento, se colocará à disposição.

“Não quero que encarem isso como manobra protelatória. Não estou mais contratado, mas estarei no CNMP e na Justiça para que, se o juiz for determinar um advogado para fazer a defesa, eu possa assumir a causa (...) Acredito que não haverá nenhum tipo de negativa por parte da dr. Déborah, uma vez que ela não queria que eu saísse do caso,que abandonei por motivos pessoais”, disse.

Volta para a 1ª instância

Medeiros disse ao iG que, a depender da decisão do CNMP nesta terça-feira, o processo de Déborah pode voltar para a primeira instância. “Se o Conselho aposentar ela, e a aposentadoria passar a valer, ela perde ou não perde o foro? Se perder, o caso tem que sair do TRF e voltar para a primeira instância. E definir se promotor aposentado perde ou não o foro é algo que nem o STF tem decisão consolidada”, explicou, dando a entender que pode levar o caso de Guerner ao STF.

Demissão

No CNMP, contudo, há a discussão sobre a abertura de um processo na Justiça para demitir a promotora do MP e do serviço público. Não se discutiu, até agora, a aplicação de pena de aposentadoria compulsória. Se nenhum conselheiro levar o tema para o pleno, haverá somente a decisão sobre a abertura do processo para demissão.

    Leia tudo sobre: guernermpbandarradenunciaCNMPjustiçamensalãodf

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG