Encontro visa referendar José Agripino como presidente da sigla, que perdeu congressistas para o PSD de Gilberto Kassab

José Agripino em reunião lideranças do DEM
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José Agripino em reunião lideranças do DEM
Numa sala do 26º andar do Anexo I do Senado, o DEM _partido que já teve a maior bancada na Câmara_ realiza nesta terça-feira sua convenção nacional. O evento servirá para oficializar a Executiva Nacional do partido, cujo presidente é o senador José Agripino (RN).

O congressista chegou ao comando do partido no em 15 de março deste ano, mas a situação era provisória. Alguns aliados chegaram a pedir que houvesse um evento maior para a convenção. O senador, porém, defendeu que se trata apenas de "uma medida burocrática", para formalizá-lo presidente.

“É momento de reorganizar o partido e de economizar”, conta o ex-deputado federal José Carlos Aleluia (BA), atual presidente da Fundação Liberdade e Cidadania. “Todo partido de oposição tem dificuldade financeira”, completa.

Originário do PFL, o DEM viveu seu momento mais difícil no começo deste ano. Uma das principais lideranças do partido, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, articulou uma dissidência, criou um novo partido, o PSD, e conseguiu formar a quarta maior bancada da Câmara.

Uma das finalidades da convenção do DEM nesta terça-feira é preencher o lugar do secretário-geral da sigla: escolhido para o posto no começo deste ano, Marcus Montes (MG), deixou o DEM para ingressar no PSD. Seu substituto será Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Reclamação contra tucanos

Ao comentar o momento de “reorganização do partido”, Aleluia defende que o DEM tenha projetos políticos independentemente do PSDB. O ex-deputado reclama da aproximação entre os tucanos e o PSDB. No Estado de São Paulo, Kassab busca aliança com tucanos para a disputa da Prefeitura de São Paulo.

“Ontem (domingo) vi uma declaração do presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra, que chamou a atenção. Ele disse que o PSDB está próximo do PSD. Para mim, se eles estão próximos do PSD, estão junto do projeto socialista do PT”, afirma Aleluia.

O ex-deputado federal completa o seu raciocínio: “Somos um partido de centro, humanista e cristão. Não acreditamos nesse projeto socialista e populista em que o Estado quer ser super poderoso”, disse

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