Após Geddel, PMDB espera restante de nomeações no 2º escalão

Partidos da base reclamam da demora e já torce para a manutenção dos cargos herdados do governo Lula

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O PMDB e os demais partidos da base aliada esperam que a presidenta Dilma Rousseff acelere as nomeações dos cargos de segundo escalão. O processo já se arrasta há quase quatro meses. Semana passada saiu o primeiro nome: Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) ganhou a vaga de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal.

“Os nomes já foram apresentados. Agora é com a presidenta Dilma”, afirmou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), após reunião em que a Executiva renovou o mandato da atual cúpula do partido até 2013. “Para nós é melhor que saiam os nomes dos indicados de todos os partidos”, completou.

Em entrevista ao iG na terça-feira passada, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) disse que a demora nas nomeações era natural. Nos bastidores, setores da base aliada reclamam da indefinição. Com o PMDB à frente, já existem ameaças para assustar o governo em votações no Congresso. Até o momento, porém, não está em pauta nenhum projeto que possa causar estrago ao Executivo.

Neste ano, o projeto mais importante do governo foi o do aumento do salário mínimo de R$ 545. A bancada do PMDB da Câmara mostrou força ao dar todos os seus 77 votos para o projeto governista. Na mesma noite, congressistas já especulavam sobre as nomeações. Até uma lista chegou a ser produzida sobre cargos no Executivo.

Até agora, porém, quase nada foi concretizado. Alguns aliados comemoram a manutenção de cargos herdados do governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). “Na Suframa ( Superintência da Zona Franca de Manaus ), tudo fica como está. Isso nem chegou a ser colocado em discussão”, afirmou o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que é ex-governador do Amazonas.

Empresa estatal que atiça a cobiça de políticos, a Petrobras manteve a maioria dos seus diretores até agora. O PP, por exemplo, pediu ajuda ao PMDB pela permanência de Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento. Os peemedebistas também garantiram a manutenção de Sérgio Machado na presidência da Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Nos primeiros dias do governo Dilma, os ministros recém-nomeados tentaram fazer mudanças no segundo escalão, o que provocou a ira do PMDB. Imediatamente, o vice-presidente Michel Temer agiu para convencer a presidenta a paralisar as nomeações . “O problema é que de lá para cá tudo ficou em banho-maria”, disse um líder peemedebista.

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