À frente da sigla que deve abrigar dissidentes do PSDB paulistano, Gilberto Kassab diz evitar polêmica sobre 'crise de um partido'

Um dia depois de um grupo de vereadores anunciar os planos de deixar o PSDB paulistano, o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, evitou o assunto. Kassab, que tende a dar abrigo aos dissidentes no recém-criado PSD, encerrou uma entrevista coletiva que concedia no centro da cidade assim que foi questionado sobre o tema.

"Eu não vou polemizar sobre a crise em um partido", afirmou o prefeito. Embora o destino dos vereadores que deixaram o PSDB ainda seja incerto, o grupo mantém uma relação estreita com o prefeito e seu padrinho político, o ex-governador José Serra.

O PSDB ainda tenta conter ao menos parte da debandada em sua bancada na Câmara Municipal. Dentro do grupo de sete vereadores cuja saída foi anunciada ontem, o partido tinha esperança de convencer ao menos dois integrantes - Adolfo Quintas e Souza Santos, que não participaram da reunião em que foi feito o anúncio sobre o desligamento.

Hoje, durante explanação no plenário da Casa, o vereador Souza Santos pediu a palavra e anunciou o seu desligamento do partido alegando o mesmo motivo dos outros vereadores dissidentes: perseguição política. Procurado pela reportagem, Adolfo Quintas não respondeu aos pedidos de entrevista. 

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