Após derrota no Senado, Dilma conversa com Temer e quer diálogo

Durante conversa com seu vice, a presidenta lamentou, mas não demonstrou irritação com a decisão do Senado

Reuters |

Um dia após sofrer uma derrota no Senado, a presidenta Dilma Rousseff reuniu-se nesta quinta-feira com o vice-presidente Michel Temer e mostrou disposição para reverter a enorme insatisfação que contaminou todos os partidos de sua coalizão e desobstruir os canais de diálogo com os aliados.

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Na noite de quarta-feira, o Senado rejeitou por 36 votos a 31 a recondução de Bernardo Figueiredo para a direção-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O ex-dirigente é técnico de máxima confiança de Dilma.

O Planalto considerou que o PMDB foi o principal artífice da derrota, já que teria votos suficientes, ao lado do PT, para aprovar a indicação.

Presidência da República
Para demonstrar união, Dilma e Temer posam para foto e se cumprimentam em maio de 2011

Segundo relato de uma fonte do governo, durante a conversa com Temer a presidenta lamentou, mas não demonstrou irritação com a decisão do Senado. Depois da encontro, porém, ela pediu que o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, dissesse oficialmente que lamentava o resultado da votação.

O governo ainda tenta entender a derrota e apontar culpados. A ideia de que o PMDB teve papel vital na derrota imposta à Dilma foi relatada por uma fonte palaciana sob condição de anonimato. Por isso, também, Dilma reuniu-se com Temer.

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Mas há também a compreensão, segundo outras fontes do Planalto, de que outros partidos aliados, até mesmo do PT, podem ter contribuído para a não aprovação do nome de Figueiredo.

A fonte do governo, que pediu para não ter seu nome revelado, contou à Reuters que no encontro de aproximadamente uma hora os dois chegaram a um consenso de que a votação de quarta-feira no Senado foi fruto de uma insatisfação generalizada pela falta de canais para diálogo entre o Congresso e o Executivo.

Dilma e Temer também concluíram, segundo a fonte, que é fundamental uma maior abertura aos partidos aliados para que eles possam participar das decisões do governo.

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