Após denúncia, Senado vai investigar fraude em ponto eletrônico

Após adoção do novo sistema, funcionários foram flagrados marcando o ponto e retornando para casa sem dar expediente

iG São Paulo |

Em meio a denúncias de fraudes no sistema de ponto eletrônico do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), pediu nesta segunda-feira a abertura de uma sindicância para investigar a conduta de funcionários que passaram a registrar sua chegada ao trabalho, mas retornavam para casa em vez de dar expediente.

As irregularidades foram reveladas em reportagem do Jornal Nacional , que mostrou funcionários chegando à Casa às 8 horas, registrando sua presença no trabalho por meio do sistema e retornando em seguida para casa. O pedido para a abertura da investigação, segundo Sarney, foi encaminhado na noite de sexta-feira. No ofício, o presidente do Senado pediu que superiores "redobrem a vigilância" sobre subordinados e prometeu coresponsabilizar gestores pela ocorrência do problema.

Sarney, entretanto, evitou confirmar a possibilidade de exonerar de imediato servidores acusados de fraudar o sistema. “Exoneração só pode haver depois do inquérito administrativo. O Estatuto do Funcionalismo Público determina assim, antes não. A primeira providência é a sindicância para saber se o fato existiu”, disse o presidente do Senado.

O sistema de ponto eletrônico começou a funcionar em fevereiro e inclui um mecanismo de análise biométrica, este implantando no início deste mês. Antes da adoção do sistema, a frequência dos servidores era marcada no local de trabalho e a organização ficava a cargo de um funcionário.

*Com informações da Agência Brasil

    Leia tudo sobre: senadoponto eletrônico

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG