Apesar de Lula, PT não espera acerto com PSB antes de junho

Partido socialista tem aumentado exigências para apoiar Haddad e quer que PT abra mão de candidaturas em Campinas e João Pessoa

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Apesar dos sinais de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva finalmente entrará de vez na campanha de Fernando Haddad pela Prefeitura de São Paulo, dirigentes do PT e integrantes da coordenação da campanha não acreditam em uma solução para o isolamento do pré-candidato antes de junho.

Entrevista exclusiva: Para Haddad, não há empecilho para Dilma participar da campanha

Instituto Lula
Fernando Haddad visita Lula em hospital nesta sexta-feira

Embora ainda esteja se recuperando dos efeitos colaterais da radioterapia contra o câncer na laringe , Lula passou a agir em favor do ex-ministro da Educação. Além de ter recebido Haddad na manhã desta sexta-feira no hospital Sírio-Libanês , onde passou por uma sessão de fonoaudiologia, o ex-presidente vai se reunir domingo com o governador de Pernambuco , Eduardo campos, presidente nacional do PSB, para negociar uma aliança em torno de Haddad.

Mesmo assim os coordenadores da campanha de Haddad não acreditam em um desfecho de curto prazo. “A aliança com o PSB só terá uma solução em junho. Aliás, tudo só terá solução em junho”, disse um dirigente petista no início da tarde desta sexta-feira, minutos depois de Haddad deixar o hospital.

Embora conte com o apoio de Lula e da presidenta Dilma Rousseff , Haddad está empacado nas pesquisas com 3%, segundo o Datafolha , não conseguiu fechar uma coligação sequer e tem dificuldade de atrair os partidos da base aliada do governo.

Segundo Haddad, Lula está otimista em relação ao PSB por considerar que a negociação com Campos será em nível nacional e não local. “Falamos do quadro nacional, de como as coisas estão sendo discutidas em nível nacional. Temos um projeto nacional em curso e ele (Lula) entende que este projeto será resguardado”, disse Haddad.

No entanto, segundo dirigentes petistas, o PSB tem aumentado as exigências para se coligar com o PT em São Paulo. No primeiro momento o partido exigia a manutenção da aliança em torno de Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte. Agora cobra que o PT abra mão de candidaturas próprias em Campinas (SP) e João Pessoa (PB).

“Eles (PSB) vão empurrar até junho para tentar tirar o máximo do PT. Já tiraram BH, que foi um parto. Agora estão pedindo Campinas e João Pessoa”, disse um integrante do comando da campanha de Haddad.

O pré-candidato disse ter se surpreendido com a recuperação de Lula mas defendeu cautela quanto à participação do ex-presidente na campanha. “Insisti muito nisso com ele. É melhor que ele se recupere 100%, não tenha recaída. As coisas ainda estão mornas”, disse Haddad.

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