Por ser o senador mais velho da Casa, Garibaldi Alves pode usar de determinadas prerrogativas

Tomou posse nesta quarta-feira (5), aos 87 anos, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), na vaga de Rosalba Ciarlini (DEM-RN), que renunciou aos próximos quatro anos de mandato para assumir o governo do Rio Grande do Norte. Ele é pai do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), atualmente licenciado para ocupar o cargo de ministro da Previdência.

Nascido em 1923, Garibaldi Alves torna-se a partir de hoje o senador mais idoso na Casa. Até então, o parlamentar mais velho era o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que tem 86 anos. Ao prestar o juramento na sala de audiências da Presidência do Senado, Garibaldi Alves se emocionou e chorou, pedindo ao filho que justificasse sua emoção. "Acho natural a pessoa se emocionar em um momento como esse. É uma oportunidade muito grande e uma honra muito grande", disse o ministro, ao se referir ao pai.

Garibaldi Alves toma posse como senador ao lado de seu filho, ministro da Previdência
Agência Senado
Garibaldi Alves toma posse como senador ao lado de seu filho, ministro da Previdência
A particularidade de ser o mais idoso parlamentar da Casa concede determinadas prerrogativas ao senador. Dentre elas, a possibilidade de assumir a presidência da sessão plenária em caso de ausência dos membros da mesa.

O Regimento Interno do Senado prevê ainda que, quando da realização de reuniões preparatórias no início da legislatura, assume a presidência da Casa - na ausência dos membros da mesa anterior - o mais idoso dentre os presentes, até que seja realizada a eleição na segunda reunião preparatória.

Biografia

Garibaldi Alves começou sua carreira política em 1958, quando foi eleito deputado estadual, tendo sido reeleito por mais duas vezes: em 1962 e em 1966. Em 1969, durante a ditadura militar, teve seu mandato parlamentar cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos.

Na década de 1980, foi vice-governador na gestão de Geraldo Melo (1987-1990). Durante a administração, assumiu o governo do Rio Grande do Norte por duas vezes. Foi ainda diretor do Serviço Social da Indústria (Sesi) no estado e diretor da extinta Telern, empresa estadual de telecomunicação criada na gestão do governador Aluízio Alves (1961/1965), seu irmão.

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