Antes de tomar posse, Agnelo vai à missa

Governador eleito do Distrito Federal dá continuidade ao hábito que manteve nos dias de votação do primeiro e segundo turno

Gabriel Costa, iG Brasília |

O governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, toma posse hoje em evento que tem início às 9h30, na Câmara Legislativa do DF. Mais cedo, como fez antes de votar no primeiro e segundo turnos das eleições da capital federal, o petista assiste a uma missa com familiares e amigos. Entre eles, deverá estar o vice-governador eleito, Tadeu Filippelli, do PMDB.

Na Câmara, Agnelo toma posse junto com os deputados distritais e deve discursar por cerca de 30 minutos. Durante a cerimônia, será executado o Hino Nacional e os nomes eleitos farão juramento de compromisso. Às 10h, Agnelo será empossado pelo deputado Cabo Patrício e seguirá para o Palácio do Buriti, onde será feita a transmissão da faixa de governador, enquanto na Câmara continua a cerimônia de abertura da nova legislatura.

No Buriti, Agnelo será recebido pelo atual governador Rogério Rosso e sua vice, Ivelise Longhi. Após a transmissão da faixa, Rosso e Agnelo farão pronunciamentos, e em seguida o novo governador assina o termo de posse dos secretários e administradores regionais da capital.

Na Praça do Buriti, para onde Agnelo se dirige após discursar, foram montadas tendas e telões para que a população possa acompanhar a cerimônia. Na última quinta-feira, dia 30, o cerimonial do governo do DF realizou ensaio-geral para ajustar os detalhes. Após cumprimentar os presentes, Agnelo segue para acompanhar no plenário da Câmara Federal a posse da presidenta eleita Dilma Rousseff .

Vitória e transição

Nascido no município de Itapetinga, na Bahia, o médico Agnelo Queiroz foi eleito governador do Distrito Federal no segundo turno do pleito, com 66,1% dos votos, depois de uma disputa marcada por acusações mútuas entre sua campanha e a da adversária Weslian Roriz, do PSC. A candidata havia entrado na disputa na última hora, em substituição ao marido Joaquim Roriz, que foi governador do DF por quatro mandatos e desistiu de concorrer em meio a um impasse do Supremo Tribunal Federal (STF) relativo à lei da Ficha Limpa.

O petista assume o governo do DF após um período turbulento para a capital federal, marcado pelos escândalos deflagrados com a Operação Caixa de Pandora e o chamado Mensalão do DEM, e a prisão do então governador José Roberto Arruda. O substituto de Arruda, Rogério Rosso, gastou mais de R$ 190 milhões em contratos aditivos e emergenciais em pouco mais de um mês de governo, e se viu às voltas com uma epidemia de dengue, greves dos ônibus, metrô e servidores da Universidade de Brasília (UnB).

Após as eleições, a transição de governo também foi marcada por atritos, com reclamações por parte de Agnelo de que sua equipe estaria encontrando dificuldades em coletar documentos do atual governo. Já no final do período, um relatório preparado pelo grupo de transição apontou o que o petista classificou como “herança maldita” do governo. Rosso, por sua vez, afirmou esta semana que deixará um saldo positivo de pelo menos R$ 156, 8 milhões para seu sucessor.

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