Ao lado do filho e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, deputada foi anfitriã em jantar

Depois de comemorar, Ana Arraes festejou vitória em jantar com aliados
Agência Brasil/Wilson Dias
Depois de comemorar, Ana Arraes festejou vitória em jantar com aliados
Em jantar com a presença de ministros, deputados e senadores, a deputada Ana Arraes (PSB-PE) comemorou a votação folgada na Câmara em que foi escolhida ontem nova ministra do Tribunal de Contas da União (TCU). Além dela, o filho e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, também foi anfitrião do encontro.

Filiado ao PSB de Pernambuco, o ministro Fernando Coelho (Integração Nacional) era presença mais do que certa. Mas também esteve por lá o ministro Garibaldi Alves (Previdência). Ele é primo do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), cujo candidato oficial foi Átila Lins (PMDB-AM).

Após ter tido apenas 47 dos 80 votos possíveis da bancada do PMDB, Lins reclamou que foi traído. No entanto, reconheceu que escolha para o TCU não são partidárias. Questionado ontem, Garibaldi desconversou. “Eu mal conheço o atual Senado. Como vou saber das coisas da Câmara”, disse o senador licenciado.

A maioria dos participantes do encontro era de Pernambuco, das mais diversas siglas partidárias. Entre eles, estava o ex-presidente nacional do PP e deputado cassado Pedro Correia (PE). Ele apareceu acompanhado da filha e deputada Aline Correa (PP-SP). Bruno Araújo (PSDB-PE) também passou no local para dar um abraço em Ana Arraes.

De camisa com mangas dobradas e calça jeans, Eduardo Campos chegou logo depois da mãe. Parecia aliviado. Uma derrota teria consequências para projetos futuros. Ele lembrou do passado quando, mesmo sendo de um partido de esquerda, apoiou Luís Eduardo Magalhães (PFL) como candidato a presidente da Câmara nos anos 90.

Outro assunto no jantar foi o racha no PT. De novo, mediram forças os grupos do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que apoiou Ana, e do líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que ficou com Aldo Rebelo (PC do B-SP). Das 86 deputados petistas, 65 teriam ficado com a deputada socialista. Dentro do PT, também pesou a opinião do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a favor de Ana.

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