Presidente da Câmara rebateu as críticas de setores das Forças Armadas à escolha do novo ministro da Defesa

Para colegas de partido, experiência diplomática de Amorim pode ajudar nas negociações com militares
AFP
Para colegas de partido, experiência diplomática de Amorim pode ajudar nas negociações com militares
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse que a escolha de Celso Amorim para substituir Nelson Jobim no Ministério da Defesa deve facilitar a implementação da Comissão da Verdade.

Maia rebateu as críticas de setores das Forças Armadas à escolha de Amorim lembrando que a política externa desempenhada pelo ex-chanceler proporcionou ao Exército sua principal missão em décadas, a liderança das forças de paz da ONU no Haiti.

"Ninguém exerce um papel no mundo sem uma participação material. A presença do Brasil no Haiti e outras partes é o que coloca o País em condições de disputar um maior protagonismo internacional", disse Maia.

Segundo ele, a experiência diplomática de Amorim, justamente o ponto mais criticado pelos militares, deve ajudar na implementação da Comissão da Verdade, à qual Jobim era contra.

"Já existe um diálogo muito intenso entre os três ministérios envolvidos ( Defesa, Direitos Humanos e Justiça ). A diplomacia de Amorim dará melhores condições para a votação, aprovação e implementação desta matéria", disse o deputado.

Para Maia, as reações negativas não representam a totalidade das Forças Armadas. De acordo com ele, com as recentes mudanças nos ministérios dos Transportes e Defesa, Dilma manda dois recados. O primeiro para a sociedade, de que não vai tolerar desvios.

"Ela não será conivente com o 'eu não sabia'", afirmou. O segundo recado é para o próprio governo, no sentido de que não admitirá comportamentos desagregadores.

Os ministros Luiz Sérgio (Pesca) e Iriny Lopes (Secretaria de Políticas para Mulheres), também elogiaram a escolha de Amorim e minimizaram as reações negativas.

"A comandante em chefe é a presidenta Dilma Rousseff . Os militares têm uma referência de discioplina e comando muito fortes", disse Luiz Sérgio. Iriny destacou que a política externa de Amorim tinha como foco a afirmação da soberania nacional, outro valor caro às Forças Armadas.

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