Amorim facilitará Comissão da Verdade, diz Marco Maia

Presidente da Câmara rebateu as críticas de setores das Forças Armadas à escolha do novo ministro da Defesa

Ricardo Galhardo, enviado ao Rio |

AFP
Para colegas de partido, experiência diplomática de Amorim pode ajudar nas negociações com militares
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse que a escolha de Celso Amorim para substituir Nelson Jobim no Ministério da Defesa deve facilitar a implementação da Comissão da Verdade.

Maia rebateu as críticas de setores das Forças Armadas à escolha de Amorim lembrando que a política externa desempenhada pelo ex-chanceler proporcionou ao Exército sua principal missão em décadas, a liderança das forças de paz da ONU no Haiti.

"Ninguém exerce um papel no mundo sem uma participação material. A presença do Brasil no Haiti e outras partes é o que coloca o País em condições de disputar um maior protagonismo internacional", disse Maia.

Segundo ele, a experiência diplomática de Amorim, justamente o ponto mais criticado pelos militares, deve ajudar na implementação da Comissão da Verdade, à qual Jobim era contra.

"Já existe um diálogo muito intenso entre os três ministérios envolvidos ( Defesa, Direitos Humanos e Justiça ). A diplomacia de Amorim dará melhores condições para a votação, aprovação e implementação desta matéria", disse o deputado.

Para Maia, as reações negativas não representam a totalidade das Forças Armadas. De acordo com ele, com as recentes mudanças nos ministérios dos Transportes e Defesa, Dilma manda dois recados. O primeiro para a sociedade, de que não vai tolerar desvios.

"Ela não será conivente com o 'eu não sabia'", afirmou. O segundo recado é para o próprio governo, no sentido de que não admitirá comportamentos desagregadores.

Os ministros Luiz Sérgio (Pesca) e Iriny Lopes (Secretaria de Políticas para Mulheres), também elogiaram a escolha de Amorim e minimizaram as reações negativas.

"A comandante em chefe é a presidenta Dilma Rousseff . Os militares têm uma referência de discioplina e comando muito fortes", disse Luiz Sérgio. Iriny destacou que a política externa de Amorim tinha como foco a afirmação da soberania nacional, outro valor caro às Forças Armadas.

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