Amorim diz que cargo na Itaipu é convite de Patriota

'Ninguém vai poder dizer que não conheço a problemática de Itaipu', disse ex-ministro, que ganha R$ 13 mil por reuniões bimestrais

AE |

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O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim disse hoje que continua a ocupar um assento no Conselho de Administração da Itaipu Binacional a pedido do seu sucessor, o atual ministro Antonio Patriota. Amorim ganha R$ 13,1 mil por mês por fazer parte do conselho, que se reúne bimestralmente.

AFP
O ex-chanceler brasileiro, Celso Amorim, durante encontro em Foz do Iguaçu
"O ministro Patriota me pediu que ficasse. Ninguém vai poder dizer que eu não conheço a problemática de Itaipu, imagino eu", afirmou, após participar na capital paulista de reunião do Conselho Superior Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do qual passa a ser integrante. "Esse cargo está permanentemente à disposição da presidente Dilma. Jamais reivindiquei nada, como não reivindico nada, posição nenhuma no governo. O ministro Patriota pediu que eu ficasse, ele é meu amigo, e eu acho que tenho algum conhecimento, e pelo tempo que ele achar útil eu posso tentar colaborar".

Obama

Às vésperas da visita ao Brasil do presidente norte-americano, Barack Obama, Amorim disse acreditar que a crise nos países do Oriente Médio demonstra a incapacidade dos Estados Unidos de resolver o problema isoladamente. Na avaliação dele, o momento é de mudança na ordem internacional e de inclusão de outros países, como o Brasil, no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Uma crise como essa no Oriente Médio, que inclusive tem um aspecto democrático muito grande em alguns aspectos, demonstra também a incapacidade da maior potência resolver os problemas sozinha. É hora de mudar e acho que isso deve ser compreendido", afirmou.

"Se há um momento no mundo em que evidentemente a ordem internacional tem de ser mudada é este. Você lê e pega qualquer artigo internacional e vê que se questiona a capacidade e até o interesse dos Estados Unidos de agir isoladamente. Será que países como Brasil, Índia e África do Sul, que têm essa convivência democrática e plural, como a Turquia, talvez, não podem dar uma contribuição no Conselho de Segurança? É isso que tem de se pensar".

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