Alianças para 2012 valem para 2014, diz Kassab

Prefeito ataca indiretamente os candidatos à sua sucessão que serão lançados com base na tese da "renovação política"

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Um dos principais articuladores da eleição municipal de 2012, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, diz que as alianças firmadas com o PSD no ano que vem serão reproduzidas na disputa estadual de 2014. "Não tem nenhum sentido você ter uma aliança em 2012 se não tiver discussão sobre 2014. Isso é próprio do processo político", declarou o prefeito ao jornal O Estado de S. Paulo , numa referência ao PSDB, partido com o qual diz que pretende fechar uma aliança para a sua sucessão na capital paulista.

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A senadora Kátia Abreu, o prefeito Kassab e o vice-governador Afif comemoram registro do PSD, em setembro

A proposta de Kassab, que quer o apoio dos tucanos a seu candidato em troca de uma aliança pró-reeleição do governador Geraldo Alckmin em 2014, encontra resistência de setores do PSDB, para quem o prefeito será um adversário na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Sem citar nomes, o prefeito ataca indiretamente os candidatos à sua sucessão que serão lançados com base na tese da "renovação política", como o ministro petista Fernando Haddad (Educação) e o deputado Gabriel Chalita (PMDB). "O eleitor paulistano é conservador. Ninguém quer arriscar colocando na cadeira de prefeito alguém que não seja maduro", disse. Defende suas principais opções: o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e o vice-governador Guilherme Afif Domingos.

Fortalecido com o registro definitivo do PSD, Kassab já define com maior desenvoltura a ideologia da legenda. Após ter afirmado que não seria "nem esquerda, direita ou centro", agora foi taxativo: "Somos de centro". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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