Alfredo Nascimento: 'Eu não sou lixo, meu partido não é lixo'

Em discurso no Senado, ex-ministro se diz disposto a abrir sigilo bancário e fiscal e afirma ser vítima de uma 'injustiça'

iG São Paulo |

O ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento reassumiu nesta terça-feira seu mandato no Senado e subiu à tribuna para dar explicações sobre as denúncias que lhe custaram o cargo na Esplanada. Quase um mês após sua demissão, Nascimento disse estar com a "consciência tranquila" e queixou-se das acusações de que seria integrante um esquema de corrupção montado na pasta e em órgãos vinculados.

Agência Brasil
Ex-ministro dos Transportes fala na tribuna do Senado sobre as denúncias de corrupção na pasta

Exaltado em mais de um trecho do discurso, Nascimento disse não "merecer" a "maldade e a injustiça" de que se diz alvo e saiu também em defesa do seu partido, o PR. "Eu não sou lixo, meu partido não é lixo", declarou o ex-ministro, que colocou à disposição da Polícia Federal e do Ministério Público seu sigilo fiscal e bancário. "Nosso partido não é lixo para ser varrido para fora da administração. Não somos melhores nem piores que ninguém", emendou.

Nascimento disse que jamais comandou "a prática de qualquer ação lesiva aos interesses públicos" e que nunca autorizou o uso de seu nome em atividades ilícitas. O ex-ministro defendeu ainda as indicações que fez nos órgãos submetidos à pasta, como o Dnit, alvo da faxina encomendada diretamente pela presidenta Dilma Rousseff no setor.

"Fui acusado, julgado e condenado sem qualquer prova", afirmou, dizendo ter mais de 30 anos de vida pública, a serviço de seu Estado e do País.“Venho aqui com a consicência tranquila daqueles que jamais deixaram de se pautar pela ética e pelo compromisso com a boa gestão pública.”

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