Alfredo Nascimento é herança maldita de Lula, diz Tasso Jereissati

Ex-senador e atual presidente de instituto tucano diz que Dilma vai ter trabalho porque existe "esquema muito espalhado de corrupção"

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Líderes do PSDB reúnem-se no começo da tarde desta quinta-feira no apartamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), na região centro-sul de Belo Horizonte. O presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), foi o primeiro a chegar ao local, seguido do anfitrião Aécio e do ex-senador Tasso Jereissati (CE), presidente do Instituto Teotônio Vilela.

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Denise Motta/iG
O senador Aécio Neves, o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Tasso Jereissati, e o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, em reunião na casa de Aécio
Ao chegar ao encontro, Jereissati destacou que a queda de Alfredo Nascimento, demitido do Ministério dos Transportes por suspeitas de superfaturamento em obras da pasta, é uma "herança maldita" do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

“A presidenta vai ter muito trabalho porque tem um esquema muito espalhado de corrupção. É uma herança maldita que vem do governo Lula”, afirmou Tasso, emendando que a oposição “deve tratar o assunto com rigor, não com alegria”. “É um caso de Justiça. Desde o mensalão não há punição. A sociedade precisa reagir e a imprensa tem um papel fundamental”, disse ele.

Além da queda do ministro, os tucanos conversam sobre estratégias do PSDB, que ultimamente passa por turbulências internas. Recentemente, o presidente do PSDB mineiro, deputado federal Marcus Pestana, e o ex-governador de São Paulo José Serra protagonizaram uma discussão no gabinete do senador Álvaro Dias (PR). Serra cobrou explicações de Pestana sobre o porquê de o parlamentar mineiro ter falado mal dele.

Recentemente Sérgio Guerra negou que uma carta divulgada por Serra em seu site, com ácidas críticas ao governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), se tratava de um documento oficial do Conselho Político do PSDB Nacional, órgão pelo qual Serra responde como presidente.

Tasso Jereissati negou que haja qualquer desconforto sobre este assunto. “Ele tem direito a publicar cartas. É um posicionamento dele,  não do partido”, finalizou.

Aécio pode retornar na próxima semana

Aécio estuda a possibilidade de comparecer ao Senado na próxima semana, em reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre emendas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) número 11, de autoria do presidente do Senado, José Sarney (MA). A PEC 11 trata do rito das Medidas Provisórias no Congresso Nacional.

No dia 17 de junho, Aécio caiu de um cavalo na fazenda da família, em Minas, e fraturou a clavícula direita e cinco costelas.

O senador mineiro é relator da PEC 11 e apresentou um substitutivo ao projeto de Sarney com três pontos: criar uma comissão mista (12 deputados e 12 senadores) para avaliar se a MP é pertinente, impedir que a mesma MP trate de assuntos diferentes e vetar o aumento do prazo para tramitação no Senado. A base de governo recuou em acordo firmado para aprovar o substitutivo de Aécio e o senador mineiro pretende articular um novo acordo. Pelo novo acordo, a própria CCJ seria instância para analisar ou não se a MP é pertinente, por exemplo.

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