Aldo e Delgado articulam candidaturas pelo comando da Câmara

Os dois pretendem se aproveitar de uma crise aberta após o fracasso do lançamento do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP)

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Julio Delgado (PSB-MG) resolveram fazer um pacto para disputar a Presidência da Câmara contra o petista Marco Maia (RS). Os dois pretendem se aproveitar de uma crise aberta após o fracasso do lançamento do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), até então favorito para ficar com o comando da Câmara.

Segundo o iG apurou, Rebelo e Delgado fizeram uma análise conjunta na quarta-feira, um dia após a decisão do PT em lançar Maia como candidato. Os dois avaliam que o petista gaúcho começa do zero sua campanha no momento em que há insatisfações na base aliada. Juntos, Rebelo e Delgado imaginam ter força para levar a disputa para o segundo turno contra Maia.

Rebelo e Delgado são de partidos da base aliada (respectivamente, PC do B e PSB), mas têm bom trânsito na oposição. Em 2007, o comunista foi apoiado por DEM e PSDB quando tentou a reeleição. Delgado já foi do PMDB, do PPS e mantém boa relação com o ex-governador de Minas Gerais e senador eleito Aécio Neves (PSDB).

O principal objetivo, porém, é ampliar o racha na base governista. O PMDB mineiro já deu sinais a Delgado que poderá apoiá-lo. Os peemedebistas de Minas ficaram irritados com o líder Henrique Eduardo Alves (RN) na reta final das negociações para a formação do ministério da presidente Dilma Rousseff (PT).

Leonardo Quintão (PMDB-MG) tentou ser indicado para as Comunicações. “Fomos esquecidos”, disse. Agora, um grupo integrado também pelo deputado eleito Newton Cardoso (PMDB-MG) ameaça lançar um nome para disputar o posto de líder com Alves. No PP, PSC e PTB, também já foram identificados insatisfeitos.

Visão do Planalto

Para Aldo, a principal tarefa será conquistar apoio dentro do PT. Marco Maia mostrou ter força em diferentes correntes do partido, mas ainda não é visto como confiável pela cúpula do partido. Ele também não era preferido por Dilma. Assessores próximos a ela avaliam que Maia ainda é uma incógnita e preferiam Vaccarezza.

Petistas articuladores da candidatura de Maia também querem ampliar sua interlocução com o Planalto. O grupo liderado por Maurício Rands (PE), Arlindo Chinaglia (SP) e Ricardo Berzoini (SP) não gostaram de se ver excluídos das principais decisões de governo e, sobretudo, da formação do ministério da presidenta Dilma

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