Alckmin volta a avaliar nome técnico para Agricultura

Interlocutores do governador afirmaram que corre nos bastidores o nome de Alexandre Mendonça de Barros, da FGV

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Após negociar com PMDB, DEM e PP, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a avaliar um nome técnico para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O cargo é ocupado interinamente desde 19 de março pelo secretário-adjunto Antonio Julio Junqueira de Queiroz, após o ex-titular da pasta João Sampaio deixar oficialmente o cargo, um mês após comunicar ao governador a intenção de sair.

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Antes de assumir o cargo, o governador de SP ofereceu o cargo ao DEM, PP e depois ao PMDB
"Será um técnico, para o bem do setor e da secretaria. E o nome pode ser até anunciado esta semana", admitiu o deputado federal Duarte Nogueira, líder do PSDB na Câmara dos Deputados e um dos aliados do governador. Nogueira não antecipou os nomes avaliados pelo governador, mas a Agência Estado apurou que, mesmo entre os técnicos do setor, o tucano enfrenta dificuldades para definir sua escolha.

Entre os cotados, estavam o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro Camargo Neto, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, e o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva. Os nomes dos presidentes da Abipecs e da SRB foram descartados pelo Palácio dos Bandeirantes. O preferido do governador para assumir o posto seria o presidente da Unica, mas dificilmente Jank aceitaria deixar o atual cargo na principal entidade do setor sucroalcooleiro do País.

Na semana passada, em evento na capital paulista, o governador disse que a questão deve ser resolvida em breve e elogiou a atuação do secretário-adjunto. O atual titular da pasta também recebeu elogios de Alckmin durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), há duas semanas. Mas, nos últimos dias, ganhou força nos bastidores o nome de Alexandre Mendonça de Barros, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e sócio-diretor da MB Agro. Ele não teria sido sondado oficialmente para o cargo porque estava no exterior. O nome do professor é apontado por interlocutores do governador como um "forte candidato" para assumir a pasta. "O nome dele tem circulado bastante ultimamente no Palácio dos Bandeirantes", disse um aliado de Alckmin.

Políticos

Após a saída de Sampaio, o governador ofereceu o cargo para o DEM do deputado federal Rodrigo Garcia, mas o partido e o parlamentar escolheram a Secretaria de Desenvolvimento Social. Em seguida, o governador negociou com o PP, que acabou ficando com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Ainda antes de assumir o cargo, Alckmin ofereceu a Agricultura ao PMDB, mas não houve acordo, uma vez que o governador não aceitou os nomes apresentados pela sigla.

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