'Alckmin terá meu apoio se pleitear a reeleição', diz Kassab

Prefeito da capital paulista nega intenção de concorrer diretamente contra o governador de São Paulo em 2014

Nara Alves, iG São Paulo |

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, negou na tarde desta segunda-feira a intenção de se candidatar à sucessão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em 2014. "Quem está na vida pública não precisa ser candidato necessariamente", afirmou. Kassab disse ainda que apoiaria o governador em uma eventual candidatura à reeleição. "Apoiei Geraldo Alckmin e torço pelo seu sucesso. Ele poderá pleitear a reeleição e terá o meu apoio", disse em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Kassab afirmou que manteria o apoio a Alckmin apesar da saia justa das eleições de 2008, quando o governador se candidatou à Prefeitura paulista contra Kassab, candidato apoiado pelo então governador do Estado, José Serra (PSDB). "Política não tem retrovisor", afirmou. Ele, no entanto, admitiu que tem planos de, um dia, se candidatar ao cargo. "Eu gostaria de um dia ter essa responsabilidade, mas não faço disso uma obsessão", afirmou.

Quando confrontado pelos entrevistadores sobre a baixa aprovação de sua gestão na capital paulista (43% de ruim e péssimo, segundo Datafolha), o prefeito negou que tenha se dedicado excessivamente à criação do novo partido, o PSD. "Não há quem possa dizer que eu me afastei das minhas funções. Tenho uma dedicação muito grande à cidade. O momento de chuvas e volta às aulas é sempre um momento muito difícil para a cidade", justificou.

Para Kassab, as críticas sobre promessas não cumpridas em São Paulo são "acusações de adversários políticos". Kassab responsabilizou as gestões anteriores, incluindo a de José Serra, pela falta de creches. Segundo ele, diversos projetos de obras que poderiam minimizar o problema das enchentes estavam errados, entre eles o projeto do Vale do Anhangabaú. O prefeito criticou, ainda, a política de transportes do Estado, comandado há 16 anos pelo PSDB, seu principal aliado político. "O Estado de São Paulo errou na política com relação ao metrô", disse.

Aumento do ônibus

Sobre o aumento da tarifa de ônibus, que passou a custar R$ 3, Kassab afirmou que a cidade de São Paulo foi a única que não teve reajuste a pedido do governo de Luiz Inácio Lula da Silva . "São Paulo ficou três anos sem aumentar passagem de ônibus a pedido do governo federal", disse. De acordo com o prefeito, essa foi uma forma de colaborar com o combate à crise.

Kassab negou que o reajuste tenha sido feito neste ano para evitar o desgaste político em ano de eleição. "Poderá ter outros reajustes", afirmou.

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