Valores variam de acordo com a ocupação do trabalhador; no início do ano, Dilma aprovou mínimo nacional de R$ 545

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sanciona nesta sexta-feira o projeto de lei do novo piso salarial do Estado . O valor, que variava entre R$ 560 e R$ 580, passa a ser, a partir de agora, de R$ 600, R$ 610 e R$ 620, dependendo da ocupação do trabalhador. O reajuste no piso será de 7,14%.

O governador Geraldo Alckmin
AE
O governador Geraldo Alckmin
O salário mínimo paulista é superior ao valor de R$ 545 submetido pelo governo da presidenta Dilma Rousseff ao Congresso e aprovado no início do ano. A negociação que determinou o novo piso nacional colocou o Palácio do Planalto em atrito com as centrais centrais sindicais – algumas, como a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), pediam piso de até R$ 640. O antecessor de Alckmin e candidato derrotado à Presidência, José Serra, encerrou a campanha prometendo um mínimo nacional de R$ 600.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2010 foi de 6,47%. O reajuste não tem impacto nas contas públicas estaduais, pois é concedido apenas a trabalhadores da iniciativa privada que não tenham piso regulado por legislação federal.

Em janeiro, Alckmin havia garantido que o mínimo paulista seria superior à inflação acumulada em 2010. A legislação federal determina que o piso estadual seja superior ao mínimo nacional.

No mesmo dia, no início da tarde, Alckmin assina autorização para implantação da marginal e acesso ao Parque Industrial Toyota, na SP 280 - Rodovia Presidente Castello Branco, do km 90 ao km 94, no município de Sorocaba. A obra tem início imediato e duração de 13 meses. O investimento será de R$ 38,4 milhões.

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