Alckmin estuda compra de imóveis para pastas que pagam aluguel

Só a secretaria de Planejamento pagará, em 4 anos, R$ 11,4 milhões de aluguel em região nobre da capital paulista

Nara Alves, iG São Paulo |

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, estuda a compra de imóveis na região central da capital paulista para abrigar as secretarias que hoje pagam aluguel. A ideia é reduzir custos e, ao mesmo tempo, incentivar a revitalização e a valorização do Centro, de acordo com interlocutores do futuro governador.

Um dos edifícios que podem ser comprados pelo Estado fica próximo ao escritório onde trabalha atualmente a equipe de transição, na rua Boa Vista. Na mesma via funcionam também a Defensoria Pública do Estado e a Superintendência da Polícia Civil.

O prédio abrigaria a Secretaria de Planejamento, responsável por formular e executar a política patrimonial do Estado, que hoje aluga dois prédios no Jardim Paulista, uma das regiões mais valorizadas da cidade.

Reprodução/Google Maps
Prédio alugado pelo governo na Al. Jaú
Desde maio de 2008 o governo paga um aluguel mensal do edifício da alameda Jaú de R$ 236,7 mil por 3.458 metros quadrados e 14 andares. O contrato foi firmado por 48 meses, totalizando R$ 11,4 milhões. O valor está 50% acima dos demais locados pelo Estado e é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo. Já a sede na alameda Santos paga um aluguel de R$ 350 mil mensais.

Segundo a Secretaria, os prédios foram alugados para abrigar seus servidores, “uma vez que a sede na rua Iguatemi, no Itaim Bibi, passa por reforma”. Além disso, a pasta “recebeu entre 2008 e 2009 novos funcionários, aprovados em concurso público, que não poderiam ser alojados na sede por falta de espaço”.

A assessoria de imprensa da secretaria do Planejamento ressalta que foram realizadas pesquisas de mercado nos bairros próximos ao Itaim Bibi antes da escolha dos edifícios. “Não havia nenhum imóvel próprio do Estado que atendesse às condições mínimas de área e disponibilidade”.

Com a compra de imóveis para atender a essa demana, Alckmin adota uma política diferente da praticada na gestão anterior, de José Serra, em que as aquisições não foram prioridade. Além dessa, outras mudanças administrativas deverão acontecer no governo Alckmin, como a extinção de secretarias criadas por Serra (Ensino Superior e Relações Institucionais) e a recriação da pasta de Turismo, transformada em agência por Serra.

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