Alckmin e Saulo descartam "fogo amigo" na Segurança

Governador e secretário saem em defesa de Ferreira Pinto. ¿Eu convidei o Ferreira para vir para o governo¿, diz Saulo

Nara Alves, iG São Paulo |

Com discurso afinado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o secretário de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, descartaram nesta terça-feira a hipótese de “fogo amigo” na secretaria de Segurança Pública do Estado. Nos bastidores, o nome de Saulo de Castro, ex-titular da Segurança, tem sido citado em conversas sobre o suposto caso de espionagem do atual titular da pasta, Antonio Ferreira Pinto.

“Ele ( Ferreira Pinto ) não enfrenta resistência dentro da polícia. Ele está fazendo um bom trabalho. Os índices de violência estão caindo”, afirmou Alckmin. Em seguida, o governador lembrou que o trabalho da Corregedoria ainda não terminou. O órgão investiga a divulgação de um vídeo mostrando encontro entre Ferreira Pinto e um jornalista da Folha de S. Paulo , no Shopping Pátio Higienópolis.

O diretor do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marco Antônio Desgualdo, foi afastado ontem do cargo . Desgualdo foi identificado como a autoridade que requisitou as imagens do encontro. “Ele ( Desgualdo ) foi um bom delegado geral, é um homem do DHPP, especialista na área de homicídios. Agora, cargo de diretor é de confiança do delegado geral e do secretário da Segurança Pública. Foi substituído”, disse Alckmin.

Assim como o governador, o secretário Saulo de Castro também garantiu que não há qualquer desconforto com relação a Ferreira Pinto. “Não tem problema nenhum. A convivência é ótima, inclusive eu que convidei o Ferreira para vir para o governo”, disse.

Sobre o sucessor de Desgualdo no DHPP, Alckmin defendeu que a escolha seja por um nome técnico. “Não é uma escolha política do governador. Eu não preciso nem conhecer o diretor do DHPP. Quem eles ( secretário de Segurança e delegado geral ) nos encaminharem, vamos nomear”, afirmou.

As declarações foram dadas nesta terça-feira durante a inauguração da segunda fase das obras do Completo Jacu-Pêssego, estimadas em R$ 87,5 milhões, na divisa entre a zona leste de São Paulo e a cidade de Mauá. O evento contou, ainda, com a presença do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

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