Alckmin: 'É importante para o País ter uma oposição'

Governador de SP nega crise no partido e diz que defenderia uma candidatura do ex-presidente FHC para o comando do PSDB

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A crise vivida pelo PSDB - maior partido de oposição no País - com a saída de seis vereadores da capital paulista e de um dos fundadores da legenda, o secretário municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Walter Feldman, levou o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), a fazer hoje o seguinte alerta: "O Brasil não é um País vocacionado para ter um partido único. É importante para o País e para a democracia ter uma oposição."

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Para o governador de SP, o PSDB passa por "um bom momento, já que é a sigla que mais elegeu governadores"
A afirmação do governador foi feita após cerimônia de entrega de três novos trens para a frota da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo. A respeito das críticas que recebeu de Feldman, o tucano tergiversou e disse apenas: "Se dependesse de mim, ninguém teria saído. Agora, a gente respeita a decisão das pessoas." Apesar do alerta, o governador afirmou que seu partido vive "um ótimo momento", pois é a sigla que mais elegeu governadores em toda a geografia do Brasil.

Alckmin terá ainda hoje um encontro com lideranças do DEM para definir o espaço do partido na administração estadual. O Democratas busca recuperar o espaço perdido com a migração do vice-governador, Guilherme Afif Domingos, para o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. "O DEM é um parceiro em nível nacional. São poucos os partidos que estão na oposição, e nós entendemos que a oposição é necessária", destacou o governador tucano.

Em relação ao processo sucessório em sua legenda, Alckmin falou que apoiaria uma eventual candidatura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para a presidência nacional do PSDB. "É claro que o ex-presidente é um excelente nome, é um grande quadro", disse ele, ponderando que ainda não é momento para discutir o assunto.

O nome do ex-presidente tem sido apoiado por aliados do ex-governador José Serra que se movimentam para convencer FHC a entrar na disputa. A articulação vai de encontro ao que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem costurado: a recondução do atual presidente da sigla, o deputado federal Sérgio Guerra (PE). "Nós acabamos de eleger o presidente do diretório municipal, depois o diretório estadual, em maio. E vamos escolher mais para frente o diretório nacional", disse Alckmin, após cerimônia de entrega de trens para a frota da CPTM.

As três novas composições da CPTM fazem parte de um total de 105 trens comprados na gestão anterior, dos quais 50 já foram entregues. Os novos trens irão operar na Linha 12 - Safira, que se estende do Brás até Calmon Viana. Em discurso, Alckmin ressaltou que a meta é reduzir de seis para cinco minutos o tempo de intervalo dos trens em horário de pico. Alckmin andou de trem acompanhado pelo ex-governador Alberto Goldman, que não quis falar com a imprensa.

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