Recriação da CPMF foi defendida por governadores do Nordeste na segunda-feira

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AE
Governador Geraldo Alckmin admitiu necessidade de recursos na saúde, mas disse ser contra novo imposto
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reconheceu hoje que a área da saúde pública enfrenta problemas de financiamento e os gastos têm aumentado à medida que a população envelhece, mas se diz contra a criação de mais um imposto, nos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), conforme defenderam ontem alguns governadores da região Nordeste em encontro com a presidenta Dilma Rousseff .

"O caminho é buscar outras maneiras para tentar resolver a questão", disse o governador, que participou hoje, no Palácio dos Bandeirantes, zona sul de São Paulo, de solenidade de anúncio da programação oficial da Virada Cultural Paulista.

No final de 2010, diante da defesa de membros do governo federal da recriação do tributo, Alckmin reconheceu a existência no Brasil de uma espécie de subfinanciamento na área de saúde e propôs que a solução para o impasse fosse obtida por meio de ajustes no Orçamento da União. "O ideal seria resolver isso através do próprio orçamento, onde é que dá para cortar, onde pode ajustar, onde é que pode remanejar", disse, na época.

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