Alckmin afasta sociólogo que teria vendido dado sigiloso

Ex-chefe do CAP teria vazado dados sigilosos do governo de São Paulo por meio de serviços da Angra Consultoria, da qual é sócio

AE |

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin , anunciou hoje a substituição do sociólogo Túlio Kahn no comando da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Após evento na capital paulista, o governador disse que o novo nome para assumir o posto deve ser escolhido hoje pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. A saída de Kahn, segundo Alckmin, foi motivada por uma incompatibilidade do cargo público e suas funções na iniciativa privada.

De acordo com reportagem publicada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo , o ex-chefe do CAP teria vazado dados sigilosos do governo de São Paulo por meio de serviços da Angra Consultoria, da qual é sócio. Os dados discriminariam detalhes de furtos e assaltos ocorridos no Estado de São Paulo, informações que não são divulgadas pelo governo estadual. "Ele fez um bom trabalho nessa área, de estatística e interpretação dos índices de segurança de São Paulo. É um profissional competente", elogiou. "Mas essa atividade empresarial é incompatível com o cargo que ocupa. Então, ele será substituído hoje das suas funções".

A divulgação dos dados, segundo o governador, não prejudicou o trabalho do governo estadual na área de segurança. De acordo com Alckmin, a divulgação dessas informações é uma questão "a ser estudada" pelo governo de São Paulo. Alckmin negou que o governo estadual teria recomendado ao sociólogo que abrisse uma empresa de consultoria, contrariando o que Kahn havia dito. "Imagine, não, não. Imagine se o governo vai recomendar a alguém que tenha uma atividade paralela", afirmou. Kahn havia argumentado que o governo teria sugerido a ele a abertura da empresa.

O governador participou de evento de assinatura de decreto que concede reajuste de 22% no valor da bolsa paga a médicos residentes que atuam em hospitais estaduais ou que tenham convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). O vencimento, que era de R$ 1.916, passou para R$ 2.338, a partir de hoje, retroativo a 1º de janeiro. Alckmin anunciou ainda a ampliação do programa com a abertura de mais 203 bolsas para residentes. A expectativa do governo é que a iniciativa tenha um impacto anual de R$ 32,2 milhões na folha salarial estadual. Em 2011, os gastos da Secretaria de Saúde com a folha de pagamento de residentes devem somar R$ 147,5 milhões.

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