Aécio dá nota 5 para Dilma e seduz possíveis vices para 2014

O senador do PSDB de Minas Gerais concedeu entrevista à TV iG. Falou sobre possível volta de Lula, prévias no partido e FHC

Tales Faria e Adriano Ceolin, iG Brasília |

Aécio Neves (PSDB-MG) abandonou a discrição dos seus primeiros meses no Senado para assumir o papel de principal representante da oposição no País. Em entrevista ao iG , o tucano criticou a presidenta Dilma Rousseff e deu nota cinco para o governo da petista.

“Ela vai ficar no meio do caminho. Ela vai ficar num cinco”, disse. O ex-governador de Minas Gerais duvidou da recente “faxina” nos ministérios que resultou em mais de 20 demissões . “Não me soa crível e nem sincero que ela é avessa a qualquer tipo de deslize na administração pública”.

Naturalmente colocado como candidato a presidente em 2014, Aécio falou de futuros aliados que hoje apoiam o governo do PT. Como os governadores Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, e Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco. Os dois são cotados como possíveis vices do tucano. Ele lembrou ainda o nome do prefeito do Rio, Eduardo Paes.

O tucano também comentou a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) disputar o Palácio do Planalto daqui a quatro anos. Segundo o mineiro, Lula demonstra querer voltar. Porém, na opinião dele, Dilma será a candidata.

Apesar de ter saído vitorioso da convenção que reelegeu Sérgio Guerra (PE) presidente do PSDB, ele defendeu a realização de prévias dentro do partido para a escolha do candidato a presidente. Ele disse que José Serra (SP) , que disputou o Planalto em 2002 e 2010, terá um papel importante. Citou, porém, que o PSDB está cansado de perder.

Aécio comentou ainda o episódio em que teve a carteira de motorista apreendida numa blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. Ele manteve a versão de que não precisou fazer o teste do bafômetro porque o documento estava vencido. 

O tucano elogiou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e disse que o Plano Real foi mais importante para o País que o Bolsa Família. No entanto, afirmou que o PSDB não defenderá a liberação da maconha como tem feito FHC.

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