Advogados tentam libertar da prisão governador do AP

A influência da prisão na eleição no Estado é um dos argumentos que será usado pelos advogados

Agência Estado |

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A prisão por mais cinco dias do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), e do ex-governador Waldez Góes pode definir a eleição no Estado. Com esse argumento, os advogados dos dois tentarão evitar que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha, relator do inquérito da Operação Mãos Limpas, mantenha os dois presos até o fim desta semana.

Dias disputa a reeleição ao governo do Estado e conforme a última pesquisa Ibope estaria tecnicamente empatado com o segundo colocado - Jorge Amanajás (PSDB). Waldez Góes disputa uma vaga no Senado e era o primeiro colocado conforme o levantamento. Desde que os dois foram presos, os adversários políticos vêm alardeando as suspeitas do envolvimento no esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações.

Dias disputa o segundo mandato com Amanajás e Lucas Barreto (PTB), este último em primeiro lugar nas pesquisas com nove pontos porcentuais à frente do atual governador. Góes tinha dez pontos de diferença para o segundo colocado na pesquisa, João Capiberibe (PSB), adversário político do senador José Sarney (PMDB-AP).

Pela decisão do STJ, o governador, o ex-governador e outras 16 pessoas devem ficar presos até amanhã. Mas o Ministério Público (MP) pode pedir a prorrogação do prazo da prisão temporária por mais cinco dias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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